“Sou o moscardo que nunca deixará de vos acordar, de vos admoestar” Sócrates, filósofo Grego e Universal, inspiração deste blog de ÉTICA, CIDADANIA e POLÍTICA e que resumiu assim toda a Filosofia: "Só sei que nada sei"
2009-09-14
As eleições no Público e no i...
Um artigo do Público indica quais os objectivos de cada partido no início desta campanha que, segundo o jornal, está empatada mesmo após o debate entre ambos os líderes dos maiores partidos (ver comentários do director do i, de uma "família PSD" e de uma "Família PS" ), e promete ser "uma das mais quentes de sempre" (dado o sex-appeal dos concorrentes, supõe-se...). O Público ainda um outro artigo sobre os partidos que, por ora, não estão na AR e tem o seu 1º deputado como objectivo...
A proposta de Daniel Bessa, e de algum modo da COTEC, é clara: apoiar PME e beneficiar fiscalmente quem exporta. Mira Amaral, ex-ministro de Cavaco, vai na mesma direcção: empresas e exportação. mas vai mais longe: vai votar em branco, acusando PS e PSD de incapacidade perante a crise e de falta de seriedade, ao não olharem para um deficit de 6% e uma dívida pública na casa dos 100%, continuando a prometer subsídios e apoios.. Acusa também o próprio Presidente de falta de visão... Aguardam-se reacções dos partidos (mas infelizmente o debate sobre modelos de desenvolvimento não tem sido o forte dos diferentes partidos...).
Sobre o país real, o i mostra como a "geração Erasmus" vê o país e a sua própria situação... de casa dos pais... Algo em que vale a pena reflectir: o grau de autonomia dos estudantes universitários e dos adolescentes que saem de casa dos pais aos 17, 18 anos, nos países do norte da Europa, são uma das principais razões para o seu sucesso, pois estimula fortemente a auto-responsabilização, a capacidade empreendedora, os hábitos de trabalho e disciplina, e os níveis de civismo... Esta saída é estimulada pelos próprios pais, e é possível graças um mercado de trabalho temporário muito flexível, a bolsas e, hoje, sobretudo graças a empréstimos... Não seria tempo de pensar num modelo semelhante, em massa, entre nós?...
Os ecos internacionais da campanha que agora se inicia não são os melhores... Nem de Angola, nem de Espanha (países com uma enorme importância histórica e presente - sobretudo na vertente económica e societal, dado números de i/emigrantes).
Por fim:
Em Lisboa: verbas do Casino, que só Santana queria, servem para pagar obras nos miradouros (realizadas pela Câmara PS), que re-abrem antes do final do mês, ou seja, duas semanas antes de eleições :-)
Em Gaia: Almeida Santos elogia Menezes, e gera polémica...
Em Oeiras: Isaltino afirma que quer "dar lição" aos partidos... sobretudo em termos de democracia interna...
Por fim, o destaque para um dos rostos mais marcantes desta campanha, a Ministra da Educação...
Há municípios, como Oeiras, Braga, Faro, Matosinhos, e outros de entre os maiores do país, que são competitivos (vencedor é incerto): Alguém tem sondagens?
2009-09-13
Bussola Eleitoral: Use antes de votar... (act)
Desenvolvido pelo ICS (Instituto de Ciência Sociais em parceria com uma reconhecida entidade Holandesa nesta área), a BUSSOLA ELEITORAL é um teste onde qualquer cidadão pode tentar compreender melhor o seu próprio posicionamento político em PORTUGAL.
Os resultados são bastante interessantes e podem divergir, de modos até surpreendentes, dos de outros testes - nomeadamente o Political Compass (que aborda apenas a orientação política, e que é o mais antigo destes "testes de orientação política) e o EU Profiler (que incluí já a proximidade aos Partidos Portugueses e até Europeus), já mencionados em artigo anterior. A explicação para diferentes resultados é a diversa estruturação das questões, mais centradas na forma como são colocadas, hoje, no debate político Português.
Após 28 questões de escolha múltipla (face a cada afirmação podemos optar entre 5 opções, do "concordo totalmente" ao "discordo totalmente"), seguem-se 2 questões "extra", uma sobre a afinidade com os partidos/coligações nacionais (incluí todos, mesmo os que não têm por ora presença parlamentar) e "empatia" com os líderes dos mesmos.
Imediatamente a seguir surgem duas classificações:
1. uma referente à proximidade face a cada um dos partidos, que se faz a partir de dois eixos:
- Esquerda vs. Direita
- Libertário/Cosmopolita vs. Tradicional/Nacionalista
2. Uma outra classificação referente ao grau de concordância com cada um dos partidos, em %.
PS: entretanto continuam a sair as sondagens, que indicam forte proximidade entre PS e PSD, e entre BE, CDU e CDS-PP. Hoje foi divulgada uma sondagem da Universidade Católica para Dn, Jn e RTP (mas recomendamos a leitura da ficha técnica completa, no Margens de Erro)
2009-09-12
Portugal Positivo (8)
- José da Mota Freitas foi distinguido com o "nobel" da Engenharia, o prémio Ostra, pelo projecto de estruturas da Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima. Um grande exemplo!
Souto Moura distinguido com um dos maiores prémios internacionais de Arquitectura mundial, o Prémio Internacional de Arquitectura 2009, na vertente de Construção Moderna, pelo projecto do Centro de Arte Contemporânea de Bragança. O prémio atribuído pelo "The Chicago Athenaeum Museum of Architecture and Design", dos Estados Unidos da América, em parceria com o "The European Centre for Architecture and Urban Studies". - O Chapitô é também pioneiro com projectos que ligam arte e cidadania..
Sondagens e não só...
Conclusões: se calhar Portugueses vão forçar PS e PSD a algum tipo de entendimento... Surpresas? Não há.
Há vários meses, em Maio, previa o autor deste blog, que o cenário mais provável era o seguinte:
1. PS e PSD "grandes" mas não "enormes", com máximos entre 85 e 105 deputados
2. CDU, BE e CDS entre 10 e 20 deputados cada
3. PSD + CDS não chegam a 116
4. PS + BE não chegam a 116
5. PS + CDU não chegam a 116 mandatos...
Ou seja, a única solução de 2 partidos que garante maiorias é... PS+PSD!
A alternativa para formar governos com apoio parlamentar maioritário: acordos de três partidos. No nosso actual cenário político-partidário é altamente improvável (para não dizer impossível):
- PSD não contará, com certeza, com BE ou CDU...
- PS teria de contar com aliança com BE + CDU (nenhum deles parece inclinado a isso, quanto mais ambos em simultâneo... até porque nesse caso PS teria mesmo de aceitar um grau de estatização insuportável para a maioria do próprio... PS)
- PS teria de juntar CDS + BE ou CDU: nem nas fábulas de La Fontaine...
Ou seja: ou teremos governo minoritário com acordos pontuais, negociados caso a caso, e com "complacência" do outro "grande" em termos de orçamento e moções de censura (ou seja: bloco Central INformal), ou então Bloco Central formal e assumido...
Igualmente verdade é que o pós-eleitoral mais provável depende de qual o vencedor, PS ou PSD (falta definir se vencedor será o partido com mais votos ou com mais deputados - outra situação há muito levantada pelo Moscardo é que o PS tenha mais votos, o PSD mais deputados... ou empate em mandatos! O caso de o PSD ter mais votos e o PS mais deputados é altamente improvável, dada distribuição geográfica dos dois partidos):
- Se for o PSD a vencer, Cavaco terá de forçar PS a aceitar abster-se em questões como orçamento... Pois PSD não pode contar com BE ou CDU para aprovar Programa de Governo ou Orçamento... Conclusão: o Governo PSD, com ou sem CDS, como diz Marcelo, está condenado a não passar de 2011;
- Um Governo PS tem ligeiramente mais hipóteses de sobre-vida: por um lado Cavaco tem mais poder sobre o PSD para forçar a certos silêncios/abstenções parlamentares e, por outro, o PS poderá ir "jogando" - umas vezes contando com apoio BE e CDU, outras PSD e/ou CDS... Ainda assim, Marcelo terá boa hipótese de ganhar a sua aposta e antes do final de 2011 termos novas eleições...
Aqui ficam as notícias sobre as sondagens e as conclusões de que o futuro pode passar por situações pouco do agrado de muita gente, dentro e fora de PS e PSD ... aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui ou aqui.
Já agora, dois "bitaites", não baseados em estudos:
- o PS deverá mesmo acabar por ser o partido mais votado, pois além dos 20% de indecisos (e uma boa parte está entre votar PS e abster-se, votar branco ou votar MEP ou MMS), há muitos potenciais votantes BE - sobretudo eleitores urbanos, politizados, em Lisboa e Porto, as áreas onde recolhe mais votos, e que são os dois distritos que, juntos, elegem mais de um terço do parlamento - transferirão o voto para o PS, para evitar que Manuela Ferreira Leite seja primeira-ministro... Isto pode assegurar a vitória em votos para o PS, falta saber se também em deputados...
- o BE não será, por isso, a terceira força política nestas eleições... ou pelo menos não passará a casa dos 10,50%, ao contrário das Europeias...
2009-09-11
Homenagens que merecem reflexão...
Também a AEP lamentou a sua saída: ""Lamentamos o que sucedeu", disse à Lusa o vice-presidente do conselho de administração da AEP Paulo Nunes de Almeida. O responsável salientou a "relação muito próxima" da associação com o ministro. "É um ministro com um papel importante. Uma pessoa que nos habituou a ouvir e a tentar resolver os problemas dos empresários portugueses", referiu."
Este coro de apoios, sobretudo gerado por associações empresariais e PMEs (Pequenas e Médias Empresas, as tais de que todos os partidos andam a falar!) estende-se até, imagine-se, a dirigentes do BE e a autarcas do PSD:
(...) com o apoio, sem preconceitos do "politicamente correcto", do presidente da câmara local [de Paços de Ferreira], o social-democrata Pedro Pinto. "Já passaram muitos governos e de muitas cores. Sentíamo-nos órfãos de uma estratégia, de uma atitude governamental que olhasse para o sector empresarial de Paços de Ferreira, que vai muito para além do mobiliário. E foi com Manuel Pinho que se conseguiu avançar. Ele fez a diferença", declarou Pedro Pinto (...) Foi disso que os empresários falaram: o sector o mobiliário português passou a ser um cluster estratégico da economia portuguesa e obteve apoio inadiável quando a crise ameaçava as pequenas e médias empresas, através da criação de um programa de apoio ao sector, que orça os 10 milhões de euros para os próximos dois anos. (...)".
Não é habitual. Por isso as homenagens a Manuel Pinho por empresários, e mesmo por autarcas do PSD, devem fazer-nos reflectir...
Numa altura eleitoral, aquilo que deveria estar a ser discutido era: que modelo de desenvolvimento para Portugal para as próximas décadas?
Será que Pinho traçou um rumo com sentido? Aparentemente, por debaixo da poeira e da futilidade noticiosa, esta a questão que deveria ser tratada. Importava debater as vantagens e as desvantagens do modelo que, a julgar pelos empresários envolvidos (e são já centenas, contando as 3 iniciativas), Manuel Pinho - e o governo PS - nos trouxeram e que Sócrates promete continuar.
P.S: e falando de energias renováveis, nomeadamente solar...
Tributo à memória de todos nós
PSD?
- Educação: suspender e reflectir
- Obras públicas, TGV: suspender e reflectir (por acaso deram início ao processo, em termos formais)
- Justiça: rasgar pactos... suspender. UMA MEDIDA: avaliar juízes quantitativamente (os juizes dizem q complexidade de processos é muito variável, o que tornará este método altamente ineficaz...)
- Economia: PME, PME. Medidas concretas? Quais as medidas q foram usadas que foram incorrectas? E qual posição face a política energética?
- Social: só se ouviu "não disse isso. não falei em privatização"... Mas ... e o que QUER FAZER?
- Cultura: totally omisso...
- IMPOSTOS: devem baixar-se, mas não há condições...
Arre... andei indeciso... Mas agora tenho uma certeza... O problema do PSD tem um nome: MFL. Falta de liderança! A senhora pode ter muitas virtudes... mas não para liderar o país. O PSD não quer mudar de líder nas próximas semanas ?
Elisa? Lamenta-se....
E esta semana, finalmente, admite o óbvio. É demasiado tarde. Rui Rio renovará a sua maioria absoluta. A oposição PS na CMP continuará a fazer triste figura. E isso é mau para a cidade - é sempre bom haver oposição construtiva.
Surpreendentes entrevistas com... "os jovens"
- Carolina Patrocínio mandatária para a Juventude do PS, ao i, sobre "reformas" e "paninhos quentes"
- Pedro Rodrigues, líder da JSD, à RR, sobre avaliação de professores (também aqui, em a Bola!)