Como dizia há meses, o PSD e o PS andam mal aconselhados... em muitas matérias. Mas pelo menos numa é surpreendente: a matemática eleitoral!
Exactamente pelas razões explicadas em detalhe num artigo neste blog, e resumido numa tabela/ quadro nele incluído, foi um puro erro de cálculo do PS preferir eleições legislativas e autárquicas não simultâneas mas, pior, o PSD não apresentar ao CDS-PP uma proposta de coligação.
Se isto faria sentido agora, fazia muito mais há uns meses. Na altura, o PSD seguia muito atrás do PS nas sondagens. A única forma de surgir a par, ou à frente, seria a coligação com o CDS-PP. Teria duas vantagens:
1. mesmo que o número de votos fosse similar, ou mesmo menor do que a soma dos dois partidos, aumentaria o número de deputados, em virtude da concentração de votos e diminuição de votos desperdiçados, sobretudo do CDS-PP, mas também do PSD em distritos como Portalegre, e outros
2. Teria muito mais chances de surgir à frente do PS, e em Portugal quem é chamado a formar governo é o líder do partido/coligação mais votado.
Logo: PSD teria muito mais hipóteses de chegar a ser Governo.
Isto continua a ser verdade hoje, mas era ainda mais verdade há uns meses, quando surgia bastante atrás nas sondagens (ou melhor, o PS surgia bastante à frente, dado que PSD surge entre 27 e 35% durante quase toda a legislatura).
Porque é que, em devido tempo, o PSD não procurou a coligação que agora diz ser possível, é um mistério. Pior: MFL disse-o num debate que maioria dos jornais dá como tendo sido vencido por Portas... Até porque ao ir a eleições separado, perde as vantagens MATEMÁTICAS que tinha (explicadas acima) e perdeu, assim, muitas das hipótese de ser chamado a ser governo. Será que ninguém percebe de números na Lapa?
PS: em devido tempo faremos post explicando porque é que no Rato a situação em termos de aprendizagem de matemática eleitoral não é melhor...
“Sou o moscardo que nunca deixará de vos acordar, de vos admoestar” Sócrates, filósofo Grego e Universal, inspiração deste blog de ÉTICA, CIDADANIA e POLÍTICA e que resumiu assim toda a Filosofia: "Só sei que nada sei"
2009-09-11
O que os Portugueses querem sei eu...
Depois do interessante "O que os Portugueses querem de Manuel Ferreira Leite", o Jornal i continua a marcar diferenças e a trazer-nos o "O que os Portugueses querem de José Sócrates"
2009-09-10
As questões de fundo... (família; inovação; obras públicas)
Há questões que são importantes. Algumas marcam mesmo o "campo" de cada partido, pois definem a sua visão da sociedade. A questão da família é uma delas: para o PSD, e para MFL, como já afirmou recentemente, a familia "clássica" (a que, sendo constituída por pessoas de sexos opostos e que têm capacidade e desejos reprodutivos - dado que, no seu próprio dizer, MFL distingue a família que tem como projecto "ter filhos" - como disse, claramente, no debate com Francisco Louçã), deve ser a célula basilar da sociedade. Esta, aliás, uma questão que mantém em aberta a questão das eleições Presidenciais de 2011, pois Cavaco, que acaba de vetar uma lei sobre Uniões de Facto, tem grande afinidade com MFL, também nestas matérias. A visão de partidos como PS ou BE é bem diferente. Para partidos como o PCP, o Estado deveria ser o esteio fundamental da organização social. Nada há de novo por aqui. As sociedades nórdicas têm no Estado a sua célula base em termos organizativos...
Mas, por isso, são curiosos alguns artigos que têm vindo a sair. Recomendamos alguns artigos do i e do Público:
- um artigo e inquérito/sondagem muito interessante que, de algum modo, reflecte o Portugal em mundança em que vivemos, e realça bem as diferenças sociológicas entre o PS de Sócrates e o PSD de Manuela Ferreira Leite - que não é necessariamente uma clivagem real entre os dois partidos, antes entre as duas lideranças actuais); e um outro sobre educação sexual
- um artigo sobre a relação entre a vida privada e pública dos políticos, nomeadamente no caso de Sócrates
- um outro sobre o facto de termos pela primeira vez uma candidata a Primeira Ministro (ou seria Primeiro Ministro, atendendo a que é nome de um cargo? :-) ) e se isso trará vantagens eleitorais a Manuela Ferreira Leite
- por fim, no Público, dois artigos em que se fala de descida de impostos (só não se percebe se á algo urgente, ou não...), aqui e aqui. E há ainda a questão das Obras Públicas, em especial do TGV, sobre a qual MFL, que há uns anos assinou, e que agora re-afirma ser "contra "gastar-se dinheiro em grandes investimentos, cuja contribuição para o emprego é nula" e que prefere investimento público "de proximidade". Mas, no mesmo debate, afirmou que "suspensão" indica ser algo que tem de ser reavaliado e que não há condições conjunturais (nível de endividamento) que permita tal aposta. Confesso que achei... Claríssimo...
Por outro lado recomenda-se ainda um curto mas incisivo texto de Jaime Quesado sobre a urgência da Inovação e de um novo paradigma de desenvolvimento. Provavelmente este deveria ser o tema central desta campanha... Infelizmente não está a ser... Os jornalistas, e a classe política, consideram que a TVI e Manuela Moura Guedes é mais importante...
2009-09-09
Rio tranquilo...
Wrong Tomorrow...
Uma curiosa lista de previsões... que se provaram erradas, certas, ou que ainda estão em "fase de teste", aqui (ou ... lista que nos faz lembrar os perigos da crença excessiva planificação...)
2009-09-08
Hondt... e voto útil...
Votar, numa democracia representativa de cariz parlamentar, é escolher... deputados, que nos representam... Os votos são convertidos em mandatos.
Na hora de votar podemos agir tendo isso em mente ... ou não...
Em Portugal, a eleição é feita por Distrito, de acordo com uma tabela que se alterou recentemente (Diário da República), e que levou à perda de um mandato dos distritos de Lisboa, Castelo Branco e Bragança (JN), e ganhos de outros três: Porto, Aveiro e Braga.
Para proceder à conversão de votos em mandatos, nas eleições legislativas e Europeias, usa-se o Método de Hondt para (ver artigo da Comissão Nacional de Eleições e da STAPE, que incluí simulador).
Abaixo, temos um quadro resumo podemos ver os deputados a eleger por distrito, bem como os deputados que foram realmente eleitos em 2005 (adaptado do Blog do Publico - eleições 2009) mas também das implicações que a forma como votamos pode ter na hora de converter votos em mandatos, realçando o "favor" que se faz aos partidos maiores em dispersar os votos, mas também o modo como círculos maiores favorecem esses mesmo partidos:

O nosso sistema é, pois, o de um voto simples e único, com eleição por distrito, numa base de método de Hondt, que não é proporcional, e sem "círculo" nacional... e isso traz consequências...Na realidade, há muitos sistemas de voto e há muitos sistemas eleitorais pelo mundo fora. E cada sistema eleitoral favorece um certo tipo de sistema político-partidário. A geografia política Portuguesa seria, quase seguramente, muito diferente se, por exemplo, tivessemos votos de primeira e segunda volta, em cada círculo (ex: França); OU se tivessemos um só circulo nacional (Portugal vota assim, para o Parlamento Europeu!); OU se cada distrito elegesse numa base "winner takes all", como nos Estados Unidos (sistemas maioritários tendem a "empurrar" para soluções bi-partidárias); OU "pontuassemos" os partidos, dando mais pontos ao preferido, um pouco menos à segunda escolha, menos à terceira e assim sucessivamente (ao termos só um voto não podemos ter uma "segunda escolha"); OU se houvesse círculo uninominais; OU... tivessemos outro dos múltiplos sistemas existentes
Um exemplo: se tivessemos 150.001 mil votos expressos num distrito, e 3 deputados... e o partido A tivesse 30.000, o B 20.000, o C 10.000 e o partido D 90.001, o sistema de Hondt ditaria: 3 deputados para o partido D, e zero (0) para todos os outros. Ou seja: 60.000 votos seriam inutilizados, enquanto 90.000 elegiam os 3 deputados do círculo. No caso de haver um "círculo nacional" calculado com base nos votos "desperdiçados" (não convertidos em mandatos), a distribuição de mandatos seria bem diferente... alterando as relações de poder.
No quadro podem ver-se mais casos de votos "desperdiçados".
Por isso, votar em círculos como Vila Real, Portalegre, Guarda, Bragança, Castelo Branco, Évora, Beja, etc. é diferente de votar em Lisboa ou Porto...
infelizmente, com este método, uma boa parte dos votos dos Portugueses é ... inútil em termos parlamentares! Ou seja: essas pessoas não serão representados na legislatura seguinte! Votar em Lisboa é diferente de qualquer outro distrito. O Porto também é "unico". Braga e Setuball intermédios. Alguns exemplo: votar MMS ou PCTP-MRPP, ou até MEP, fora de Lisboa, é, mais do que provavelmente, um voto totalmente desperdiçado, pois não têm hipóteses de eleger deputado. Mesmo votar, por exemplo, CDU em na Madeira, ou votar CDS no Alentejo, ou votar BE em Vila Real, ou votar MEP fora de Lisboa, são votos que não se converterão em representação parlamentar... e nós vivemos numa democracia representativa...
Um voto é, pois, uma expressão de vontade, mas também algo que podemos escolher, ou não, ser meio de eleger representantes... E por isso é razoável fazer contas... E o voto pode ser diferente consoante o local onde se vota. Exemplo: um votante CDS em Portalegre deve ponderar seriamente se não deveria votar PSD para não desperdiçar o seu voto. No mesmo distrito, um votante do Bloco de Esquerda deveria pensar se votar CDU ou PS, ou se não se importa de ter um voto "não convertido"...
PS: saiu finalmente uma Sondagem após longo silêncio. Sondagem Aximagem, com comentários e explicações do Correio da Manhã , e também no Margens de Erro.
Na hora de votar podemos agir tendo isso em mente ... ou não...
Em Portugal, a eleição é feita por Distrito, de acordo com uma tabela que se alterou recentemente (Diário da República), e que levou à perda de um mandato dos distritos de Lisboa, Castelo Branco e Bragança (JN), e ganhos de outros três: Porto, Aveiro e Braga.
Para proceder à conversão de votos em mandatos, nas eleições legislativas e Europeias, usa-se o Método de Hondt para (ver artigo da Comissão Nacional de Eleições e da STAPE, que incluí simulador).
Abaixo, temos um quadro resumo podemos ver os deputados a eleger por distrito, bem como os deputados que foram realmente eleitos em 2005 (adaptado do Blog do Publico - eleições 2009) mas também das implicações que a forma como votamos pode ter na hora de converter votos em mandatos, realçando o "favor" que se faz aos partidos maiores em dispersar os votos, mas também o modo como círculos maiores favorecem esses mesmo partidos:

O nosso sistema é, pois, o de um voto simples e único, com eleição por distrito, numa base de método de Hondt, que não é proporcional, e sem "círculo" nacional... e isso traz consequências...Na realidade, há muitos sistemas de voto e há muitos sistemas eleitorais pelo mundo fora. E cada sistema eleitoral favorece um certo tipo de sistema político-partidário. A geografia política Portuguesa seria, quase seguramente, muito diferente se, por exemplo, tivessemos votos de primeira e segunda volta, em cada círculo (ex: França); OU se tivessemos um só circulo nacional (Portugal vota assim, para o Parlamento Europeu!); OU se cada distrito elegesse numa base "winner takes all", como nos Estados Unidos (sistemas maioritários tendem a "empurrar" para soluções bi-partidárias); OU "pontuassemos" os partidos, dando mais pontos ao preferido, um pouco menos à segunda escolha, menos à terceira e assim sucessivamente (ao termos só um voto não podemos ter uma "segunda escolha"); OU se houvesse círculo uninominais; OU... tivessemos outro dos múltiplos sistemas existentes
Um exemplo: se tivessemos 150.001 mil votos expressos num distrito, e 3 deputados... e o partido A tivesse 30.000, o B 20.000, o C 10.000 e o partido D 90.001, o sistema de Hondt ditaria: 3 deputados para o partido D, e zero (0) para todos os outros. Ou seja: 60.000 votos seriam inutilizados, enquanto 90.000 elegiam os 3 deputados do círculo. No caso de haver um "círculo nacional" calculado com base nos votos "desperdiçados" (não convertidos em mandatos), a distribuição de mandatos seria bem diferente... alterando as relações de poder.
No quadro podem ver-se mais casos de votos "desperdiçados".
Por isso, votar em círculos como Vila Real, Portalegre, Guarda, Bragança, Castelo Branco, Évora, Beja, etc. é diferente de votar em Lisboa ou Porto...
infelizmente, com este método, uma boa parte dos votos dos Portugueses é ... inútil em termos parlamentares! Ou seja: essas pessoas não serão representados na legislatura seguinte! Votar em Lisboa é diferente de qualquer outro distrito. O Porto também é "unico". Braga e Setuball intermédios. Alguns exemplo: votar MMS ou PCTP-MRPP, ou até MEP, fora de Lisboa, é, mais do que provavelmente, um voto totalmente desperdiçado, pois não têm hipóteses de eleger deputado. Mesmo votar, por exemplo, CDU em na Madeira, ou votar CDS no Alentejo, ou votar BE em Vila Real, ou votar MEP fora de Lisboa, são votos que não se converterão em representação parlamentar... e nós vivemos numa democracia representativa...
Um voto é, pois, uma expressão de vontade, mas também algo que podemos escolher, ou não, ser meio de eleger representantes... E por isso é razoável fazer contas... E o voto pode ser diferente consoante o local onde se vota. Exemplo: um votante CDS em Portalegre deve ponderar seriamente se não deveria votar PSD para não desperdiçar o seu voto. No mesmo distrito, um votante do Bloco de Esquerda deveria pensar se votar CDU ou PS, ou se não se importa de ter um voto "não convertido"...
PS: saiu finalmente uma Sondagem após longo silêncio. Sondagem Aximagem, com comentários e explicações do Correio da Manhã , e também no Margens de Erro.
2009-09-07
Um exemplo...
"Era o que faltava eu, agora, não poder convidar para o MEU carro quem me apetecesse", Alberto João Jardim, citado pelo JN, após colocar o carro ao serviço do Presidente do Governo Regional da Madeira ao serviço de Manuela Ferreira Leite, em campanha no Arquipélago...
Conclusão: o automóvel não pertence ao Estado, e portanto a todos nós, sendo por isso afecto ao serviço PÚBLICO, de interesse GERAL: pertence ao Sr. AJJ e, portanto, ele determina qual o seu uso... como se o tivesse pago do seu bolso, e não do dos contribuintes...
Aguardam-se os comentários de MFL, segundo a qual a Madeira é um exemplo de bom governo... do PSD!
Conclusão: o automóvel não pertence ao Estado, e portanto a todos nós, sendo por isso afecto ao serviço PÚBLICO, de interesse GERAL: pertence ao Sr. AJJ e, portanto, ele determina qual o seu uso... como se o tivesse pago do seu bolso, e não do dos contribuintes...
Aguardam-se os comentários de MFL, segundo a qual a Madeira é um exemplo de bom governo... do PSD!
2009-09-05
Acusar sem provas não é debater democraticamente: é difamar! (cometários a texto de Eduardo Cintra Torres e a outros exageros...)
Não sei se o PS está ou não está por detrás de retirada do famoso Jornal Nacional (ou melhor, a retirada da sua apresentadora) do ar. Tenho dúvidas. Espero que não esteja, a bem do país. Mas é de admitir, até, que esteja, mesmo que indirectamente. É natural que, pelo menos, tenha havido tentativas de "agradar" ao PS, como diz Marcelo. E/ou que haja motivações políticas na decisão, como diz Carlos Barbosa (ver também no i-online)
Espero que a liberdade de imprensa não seja colocada em causa, tal como o Presidente e outros actores políticos, incluindo o próprio PS, afirmaram. Claro que falta também reflectir sobre se o modo como era apresentado o dito Jornal não era também, em si, um atentado à liberdade, confundindo-a com libertinagem ou se, pelo contrário, merece vigílias... Miguel Paes do Amaral ou Paulo Simões estão nesta linha...
O que não compreendo é como se podem produzir acusações graves, para mais a 23 dias das eleições, com base em mera "opinião", com um titulo "PS de Sócrates é contra a liberdade", como faz Eduardo Cintra Torrres ou Pacheco Pereira ou MFL...
Acusar Sócrates, o PS, e até Mário Soares de atentarem contra a liberdade de imprensa é, em si, algo muito sério. E tem de se ter muita certeza - e provas - de que PS decidiu de modo premeditado e conseguiu impor a sua vontade aos decisores (não se percebeu ainda quem são... é uma facto! Ninguém assume, nem Espanhois nem Portugueses). Se não se apresentam provas e se fazem acusações com esta gravidade, então estamos no campo da calúnia e da difamação...! Eduardo Cintra Torres nem sequer diz "penso que", "parece-me" ou usa qualquer outra forma de levantar dúvidas. Apresenta a sua opinião como verdadeira. Retira as suas conclusões como se tivesse provado que o PS decidiu... É grave! E não é democrático ou edificante. É pouco ético, para não dizer pior...
Mas o mais grave é quando depois se compara métodos a Chavez e Putin. E por um motivo muito simples... dentro de 23 dias acabou-se a maioria absoluta do PS. Seja qual for o resultado das eleições, todo o Português, incluindo os dirigentes do PS, já perceberem que nenhum partido terá maioria absoluta e que provavelmente nem quaisquer dois partidos que não PS e PSD poderão formar maioria "a dois". Ou seja: a partir de 28 de Setembro, o PS, mesmo que ganhe, passa a ter de negociar com os demais partidos. E todos nós, creio, acreditaremos nos resultados que sairem das eleições. Acreditamos que não há fraude... Ou seja, acreditamos que PS, mesmo detendo poder com maioria absoluta, e domínio dos Ministérios da Justiça e do Interior, não irá fazer batota! E poderá, por isso, até perder as eleições. E isso, nem Chavez nem Putin garantem, aos nossos olhos... Se assim é, então esta comparação, para mais dirigida a um dos partidos que conta com mais anti-Salazaristas nas suas fileiras, é por isso insultuosa. E não é assim que se promove o debate democrático!
Pois é tudo isto que se lê num texto dos mais reputados críticos de Televisão em Portugal, aqui, na mesma linha de outros exageros (a menos que se PROVE que PS teve influência na decisão, caso em que governo se deveria demitir de imediato!) .
Creio que Eduardo Cintra Torres deveria fazer duas coisas:
1. mostrar PROVAS do que diz e não apenas ACUSAR sem dizer em que se baseia, que não apenas a sua OPINIÃO...
2. admitir que poderá ter exagerado, no "calor da escrita" e do momento...
Há que parar com tanta má-informação baseada no "diz que disse" e no "parece-me", tomado como verdade e não como mera opinião, não apenas neste caso mas em tantos outros. Ja Platão, discípulo de Sócrates, apontava claramente a diferença entre OPINIÃO e CONHECIMENTO...
PS: e a saga pode ainda ter outras consequências, empresariais
Espero que a liberdade de imprensa não seja colocada em causa, tal como o Presidente e outros actores políticos, incluindo o próprio PS, afirmaram. Claro que falta também reflectir sobre se o modo como era apresentado o dito Jornal não era também, em si, um atentado à liberdade, confundindo-a com libertinagem ou se, pelo contrário, merece vigílias... Miguel Paes do Amaral ou Paulo Simões estão nesta linha...
O que não compreendo é como se podem produzir acusações graves, para mais a 23 dias das eleições, com base em mera "opinião", com um titulo "PS de Sócrates é contra a liberdade", como faz Eduardo Cintra Torrres ou Pacheco Pereira ou MFL...
Acusar Sócrates, o PS, e até Mário Soares de atentarem contra a liberdade de imprensa é, em si, algo muito sério. E tem de se ter muita certeza - e provas - de que PS decidiu de modo premeditado e conseguiu impor a sua vontade aos decisores (não se percebeu ainda quem são... é uma facto! Ninguém assume, nem Espanhois nem Portugueses). Se não se apresentam provas e se fazem acusações com esta gravidade, então estamos no campo da calúnia e da difamação...! Eduardo Cintra Torres nem sequer diz "penso que", "parece-me" ou usa qualquer outra forma de levantar dúvidas. Apresenta a sua opinião como verdadeira. Retira as suas conclusões como se tivesse provado que o PS decidiu... É grave! E não é democrático ou edificante. É pouco ético, para não dizer pior...
Mas o mais grave é quando depois se compara métodos a Chavez e Putin. E por um motivo muito simples... dentro de 23 dias acabou-se a maioria absoluta do PS. Seja qual for o resultado das eleições, todo o Português, incluindo os dirigentes do PS, já perceberem que nenhum partido terá maioria absoluta e que provavelmente nem quaisquer dois partidos que não PS e PSD poderão formar maioria "a dois". Ou seja: a partir de 28 de Setembro, o PS, mesmo que ganhe, passa a ter de negociar com os demais partidos. E todos nós, creio, acreditaremos nos resultados que sairem das eleições. Acreditamos que não há fraude... Ou seja, acreditamos que PS, mesmo detendo poder com maioria absoluta, e domínio dos Ministérios da Justiça e do Interior, não irá fazer batota! E poderá, por isso, até perder as eleições. E isso, nem Chavez nem Putin garantem, aos nossos olhos... Se assim é, então esta comparação, para mais dirigida a um dos partidos que conta com mais anti-Salazaristas nas suas fileiras, é por isso insultuosa. E não é assim que se promove o debate democrático!
Pois é tudo isto que se lê num texto dos mais reputados críticos de Televisão em Portugal, aqui, na mesma linha de outros exageros (a menos que se PROVE que PS teve influência na decisão, caso em que governo se deveria demitir de imediato!) .
Creio que Eduardo Cintra Torres deveria fazer duas coisas:
1. mostrar PROVAS do que diz e não apenas ACUSAR sem dizer em que se baseia, que não apenas a sua OPINIÃO...
2. admitir que poderá ter exagerado, no "calor da escrita" e do momento...
Há que parar com tanta má-informação baseada no "diz que disse" e no "parece-me", tomado como verdade e não como mera opinião, não apenas neste caso mas em tantos outros. Ja Platão, discípulo de Sócrates, apontava claramente a diferença entre OPINIÃO e CONHECIMENTO...
PS: e a saga pode ainda ter outras consequências, empresariais
2009-09-04
Portugal no Mundo...
António Champalimaud deixou em testamento uma grande dotação para uma Fundação, especialmente dedicada a apoiar a investigação e a acção contra todas as formas de cegueira e de doenças da visão.
Leonor Beleza tem vindo a dirigir a Fundação que, através do Prémio Champalimaud, distingue as melhores práticas nesta área. O Prémio não é um prémio qualquer. É o maior prémio monetário do mundo, no valor anual de 1 milhão de Euros (maior do que o Prémio Nobel da Paz) e tem de ser atribuído a entidades que actuem em países menos desenvolvidos. O prémio deste ano acaba de ser atribuído à Helen Keller International, pela sua notável e já longa actividade na erradicação da cegueira em países Africanos - com destaque para Moçambique - e Asiáticos. É uma história notável que pode ler, aqui.
Leonor Beleza tem vindo a dirigir a Fundação que, através do Prémio Champalimaud, distingue as melhores práticas nesta área. O Prémio não é um prémio qualquer. É o maior prémio monetário do mundo, no valor anual de 1 milhão de Euros (maior do que o Prémio Nobel da Paz) e tem de ser atribuído a entidades que actuem em países menos desenvolvidos. O prémio deste ano acaba de ser atribuído à Helen Keller International, pela sua notável e já longa actividade na erradicação da cegueira em países Africanos - com destaque para Moçambique - e Asiáticos. É uma história notável que pode ler, aqui.
2009-09-03
Portugal Positivo (7) e não só: Novo Aeroporto de Lisboa...
Oficialmente aberta hoje a base da Ryanair no Porto.
Efeitos no turismo, sobretudo para o Norte do país (que de algum modo pode trazer mais valias, dado não ser apenas "turismo de massas", e que além dos "produtos" Porto e Douro, pode ainda dinamizar outros....) e também irá alterar fluxos internos, nomeadamente com ligações directas a Faro a partir de 26 de Outubro, 4 vezes por semana (algo que a TAP nunca fez!!!). Em breve serão mais de 30 os destinos a partir desta base... o Aeroporto Internacional do Porto poderá assim crescer significativamente, rumo aos 6 milhões de passageiros
As contas relativas aos crescimentos de passageiros e carga do(s) Aeroporto de Lisboa poderão ter novamente de ser revistas... (e, relembra-se, com a abertura do Terminal 2, Lisboa tem agora 16 milhões de passageiros como capacidade máxima, estando nos 12.314.314 passageiros em 2006, e em decréscimo desde aí - de modo claro em 2009 -, em contraste com os crescimentos que se verificavam desde 1998, e que seviram de base ao lançamento do "novo aeroporto" - isto apesar da recuperação deste Verão).
Aliás, todos os estudos desde os anos 60 sempre falharam todas as previsões. O futuro é incerto... Por isso a ideia de uma solução modular poderia ser inteligente...
Efeitos no turismo, sobretudo para o Norte do país (que de algum modo pode trazer mais valias, dado não ser apenas "turismo de massas", e que além dos "produtos" Porto e Douro, pode ainda dinamizar outros....) e também irá alterar fluxos internos, nomeadamente com ligações directas a Faro a partir de 26 de Outubro, 4 vezes por semana (algo que a TAP nunca fez!!!). Em breve serão mais de 30 os destinos a partir desta base... o Aeroporto Internacional do Porto poderá assim crescer significativamente, rumo aos 6 milhões de passageiros
As contas relativas aos crescimentos de passageiros e carga do(s) Aeroporto de Lisboa poderão ter novamente de ser revistas... (e, relembra-se, com a abertura do Terminal 2, Lisboa tem agora 16 milhões de passageiros como capacidade máxima, estando nos 12.314.314 passageiros em 2006, e em decréscimo desde aí - de modo claro em 2009 -, em contraste com os crescimentos que se verificavam desde 1998, e que seviram de base ao lançamento do "novo aeroporto" - isto apesar da recuperação deste Verão).
Aliás, todos os estudos desde os anos 60 sempre falharam todas as previsões. O futuro é incerto... Por isso a ideia de uma solução modular poderia ser inteligente...
Subscrever:
Mensagens (Atom)