Há muitos meses que digo que é importante para o país ter o "velho" PSD de volta... O PSD que é coerente... Para termos uma BOA oposição, que se constitua como alternativa credível (aliás, "como solução de governo credível") - e para sê-lo tem de ser responsável...
Credibilidade, previsibilidade, ponderação, equilíbrio, capacidade de inovação, são atributos que se espera de um partido de poder. O PSD não os tem tido debaixo das últimas lideranças (?). Isso custa muito dinheiro ao país, em ineficiência, ineficácia, mau governo, e a nível externo... e com custos financeiros e económicos derivados da incerteza sobre a fiabilidade e responsabildiade da alternativa potencial... Nesse sentido, Aguiar Branco tem denotado, de facto, ser o mais preparado para lidar com estes tempos difíceis: "primeiro o país, depois o partido"... 90% dos militantes do PSD deverão hoje mostrar que pensam de outra forma... E, como disseram muitos militantes do PS ao eleger Sócrates: "votarei sempre no líder que tiver mais hipóteses de levar o partido ao Poder...". O PS e o PSD estão transformados em meras máquinas de distribuição de poder, em que a Política enquanto luta por ideias e ideais não têm lugar...
Aliás, o PSD não esconde estar ávido de poder... e promete não alterar a partidarização do aparelho do Estado que, em conjunto com o PS promove há quase 3 décadas... Isso é que é preocupante, porque nos custa a todos, a nível económico, a nível de produtividade e a nível de bem estar, material e imaterial...
Por isso, e para relembrar o que é a política que se assume de ideias e concepções sobre sociedade (de ambos os lados), deixamos aqui o artigo de Paul Krugman sobre a reforma do sistema de saúde nos EUA...
“Sou o moscardo que nunca deixará de vos acordar, de vos admoestar” Sócrates, filósofo Grego e Universal, inspiração deste blog de ÉTICA, CIDADANIA e POLÍTICA e que resumiu assim toda a Filosofia: "Só sei que nada sei"
Mostrar mensagens com a etiqueta partidocracia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta partidocracia. Mostrar todas as mensagens
2010-03-26
2010-02-10
Os custos do monopólio e da incompetência política...
Com maior ou menor liberdade, vivemos num regime democrático, ou seja, a escolha dos governantes é feita pelo "povo"... Claro está que podemos argumentar que a informação que nos é dada, a visão do mundo e do país que nos é transmitida é parcelar e enviesada... Mas no essencial é de escolhas livres que falamos...
Podemos também dizer que o sistema político baseado na "partidocracia" faz com que possamos apenas votar em listas partidárias e, portanto, que possamos apenas escolher entre quem não só é filiado num partido como é activo no mesmo, e se eleva a posições elevadas nessa máquina... ou obtém "apoios" que lhe permitem subir nesses aparelhos. Mais ainda: desde 1976 que apenas PS e PSD (e esporadicamente o CDS-PP) têm acedido ao exercício do poder. Significa isto que a nossa democracia em termos de real exercício de poder se limita à escolha entre listas propostas por partidos, e que estas são elaboradas com base num número reduzido de pessoas - estando os outros cidadãos impedidos de se candidatar a deputados, se não desejarem ser "membros de um partido"... Ainda assim, todos podemos entrar num partido... Pelo que em rigor absoluto todos somos responsáveis pelo estado de coisas...
Mas é triste quando:
- os dois maiores partidos têm como prováveis candidatos à sucessão em termos de liderança ex-líderes das "Jotas", ou seja, pessoas que há dezenas de anos "trabalham" no sistema, na máquina... Pedro Passos Coelho e António José Seguro...
- essas "máquinas" mostram a sua incompetência ano após ano, sobretudo na última década, após o abandono da política activa dos melhores quadros do país, para a iniciativa privada... o que gerou a nossa estagnação económica e, lentamente, um definhamento do debate e da preocupação com a "coisa pública", que gera hoje uma crise moral, de confiança em todo o sistema e, portanto, coloca realmente em causa o Estado de Direito como sistema que escolhemos..
- quando este estado de coisas implica gastos desnecessários para todos nós (desvios de recursos para "buracos" e "sacos"; aumentos de preços pelos fornecedores porque Estado demora a pagar e cria regras que dificultam processos negociais e contratuais; duplicações de gastos por mau planeamento e coordenação de serviços e por falta de sentido de "coisa pública" - antes funcionando os serviços como "capelinhas"; e monstruosas ineficiências e inflação de custos, com "favores" e "luvas" - não é só em Angola que haverá "gasosa"...), ineficiência económica gerada pela falta de confiança e incapacidade do sistema, sobretudo o judicial, que ALTERA DECISÃO RACIONAL - base do sistema de economia de mercado -, pois, a título de exemplo:
- ao saber que nada adianta aos meus credores ir a tribunal, empresas não pagam... ;
- ao saber que nada adianta ir a tribunal obter pagamento de créditos pela demora e incerteza do resultado, acaba-se refém do cliente principal;
- prefere-se desemprego a salários em atraso, pois não tenho métodos de recurso funcionais;
- alteram-se decisões de investimento porque não se acredita na justiça - e este é o primeiro, repete-se, PRIMEIRO, critério de decisão do investimento estrangeiro... o maior dos "custos de contexto"...);
...
A culpa é de todos nós... mas é sobretudo dos que dominam o sistema... E se calhar é tempo de Portugueses pensarem se "Sistema" faz sentido: os custos da democracia exclusivamente partidária estão à vista, não seria tempo de abrir a porta a movimentos de cidadãos, e acabar com monopólio partidário do acesso ao poder? Como todos os monopólios, são enormes as ineficiências... E hoje estamos a pagá-las... a duras penas, pois como se lê no i: "Portugal continua colado ao grupo de países com economias deprimidas e falta de capacidade política para corrigir as contas públicas, o que tem levado a uma pressão dos títulos de dívida pública, e consequentemente a um aumento dos custos de financiamento. "
Podemos também dizer que o sistema político baseado na "partidocracia" faz com que possamos apenas votar em listas partidárias e, portanto, que possamos apenas escolher entre quem não só é filiado num partido como é activo no mesmo, e se eleva a posições elevadas nessa máquina... ou obtém "apoios" que lhe permitem subir nesses aparelhos. Mais ainda: desde 1976 que apenas PS e PSD (e esporadicamente o CDS-PP) têm acedido ao exercício do poder. Significa isto que a nossa democracia em termos de real exercício de poder se limita à escolha entre listas propostas por partidos, e que estas são elaboradas com base num número reduzido de pessoas - estando os outros cidadãos impedidos de se candidatar a deputados, se não desejarem ser "membros de um partido"... Ainda assim, todos podemos entrar num partido... Pelo que em rigor absoluto todos somos responsáveis pelo estado de coisas...
Mas é triste quando:
- os dois maiores partidos têm como prováveis candidatos à sucessão em termos de liderança ex-líderes das "Jotas", ou seja, pessoas que há dezenas de anos "trabalham" no sistema, na máquina... Pedro Passos Coelho e António José Seguro...
- essas "máquinas" mostram a sua incompetência ano após ano, sobretudo na última década, após o abandono da política activa dos melhores quadros do país, para a iniciativa privada... o que gerou a nossa estagnação económica e, lentamente, um definhamento do debate e da preocupação com a "coisa pública", que gera hoje uma crise moral, de confiança em todo o sistema e, portanto, coloca realmente em causa o Estado de Direito como sistema que escolhemos..
- quando este estado de coisas implica gastos desnecessários para todos nós (desvios de recursos para "buracos" e "sacos"; aumentos de preços pelos fornecedores porque Estado demora a pagar e cria regras que dificultam processos negociais e contratuais; duplicações de gastos por mau planeamento e coordenação de serviços e por falta de sentido de "coisa pública" - antes funcionando os serviços como "capelinhas"; e monstruosas ineficiências e inflação de custos, com "favores" e "luvas" - não é só em Angola que haverá "gasosa"...), ineficiência económica gerada pela falta de confiança e incapacidade do sistema, sobretudo o judicial, que ALTERA DECISÃO RACIONAL - base do sistema de economia de mercado -, pois, a título de exemplo:
- ao saber que nada adianta aos meus credores ir a tribunal, empresas não pagam... ;
- ao saber que nada adianta ir a tribunal obter pagamento de créditos pela demora e incerteza do resultado, acaba-se refém do cliente principal;
- prefere-se desemprego a salários em atraso, pois não tenho métodos de recurso funcionais;
- alteram-se decisões de investimento porque não se acredita na justiça - e este é o primeiro, repete-se, PRIMEIRO, critério de decisão do investimento estrangeiro... o maior dos "custos de contexto"...);
...
A culpa é de todos nós... mas é sobretudo dos que dominam o sistema... E se calhar é tempo de Portugueses pensarem se "Sistema" faz sentido: os custos da democracia exclusivamente partidária estão à vista, não seria tempo de abrir a porta a movimentos de cidadãos, e acabar com monopólio partidário do acesso ao poder? Como todos os monopólios, são enormes as ineficiências... E hoje estamos a pagá-las... a duras penas, pois como se lê no i: "Portugal continua colado ao grupo de países com economias deprimidas e falta de capacidade política para corrigir as contas públicas, o que tem levado a uma pressão dos títulos de dívida pública, e consequentemente a um aumento dos custos de financiamento. "
2009-09-20
Paulo Rangel será primeiro ministro...
Deixo aqui uma previsão simples, após rever Paulo Rangel nos Gato Fedorento, onde confirmou a impressão que dele tinha desde as Europeias: este homem será primeiro ministro de Portugal... E provavelmente já na próxima década ... (a menos que algum grande grupo económico o leve antes...).
Racional desta previsão: na partidocracia em que vivemos, votamos para a Assembleia da República (AR) mas na realidade... escolhemos Governos. Estes são liderados por um Primeiro Ministro (PM) que escolhe linhas de fundo e os Ministros que executam essas linhas. O PM e o Governo precisam do voto da AR. A AR tem deputados que são eleitos em listas partidárias. Os PM têm sido líderes de PS e PSD. Assim, ao votarmos em legislativas, onde só podemos votar em partidos, só temos escolha entre o que os partidos nos propõem. Logo, conquistar o poder e chegar a PM, em Portugal (e não só), implica conquistar Partidos, até hoje sempre PS ou PSD. Deste modo votamos quase directamente no Primeiro Minnistro, após umas primárias internas aos partidos, só para militantes...
E como se ganha o poder nos partidos, sobretudo (mas não só) no PS e no PSD: mostrando-se como a pessoa mais capaz para conquistar o poder nas eleições seguintes... Porque os partidos são também máquinas de distribuição de poder... os militantes votam de acordo com a maximização de oportunidades de poder para o Partido... Mais do que o interesse nacional ou outra qualquer consideração - desde que dentro de linhas programáticas próximas.
É aqui que entra Paulo Rangel: a sua competência (reconhecida por opositores!), a sua assertividade, o seu talento e à-vontade mediático (notável com os Gato, batendo qualquer líder actual no à-vontade!) e o facto de já ter vencido eleições de âmbito nacional quando as cartas apontavam noutro sentido... dão-lhe todas as hipóteses de se mostrar como o mais capaz de levar o PSD ao poder no seio dos militantes... E chegando à liderança do PSD...
Racional desta previsão: na partidocracia em que vivemos, votamos para a Assembleia da República (AR) mas na realidade... escolhemos Governos. Estes são liderados por um Primeiro Ministro (PM) que escolhe linhas de fundo e os Ministros que executam essas linhas. O PM e o Governo precisam do voto da AR. A AR tem deputados que são eleitos em listas partidárias. Os PM têm sido líderes de PS e PSD. Assim, ao votarmos em legislativas, onde só podemos votar em partidos, só temos escolha entre o que os partidos nos propõem. Logo, conquistar o poder e chegar a PM, em Portugal (e não só), implica conquistar Partidos, até hoje sempre PS ou PSD. Deste modo votamos quase directamente no Primeiro Minnistro, após umas primárias internas aos partidos, só para militantes...
E como se ganha o poder nos partidos, sobretudo (mas não só) no PS e no PSD: mostrando-se como a pessoa mais capaz para conquistar o poder nas eleições seguintes... Porque os partidos são também máquinas de distribuição de poder... os militantes votam de acordo com a maximização de oportunidades de poder para o Partido... Mais do que o interesse nacional ou outra qualquer consideração - desde que dentro de linhas programáticas próximas.
É aqui que entra Paulo Rangel: a sua competência (reconhecida por opositores!), a sua assertividade, o seu talento e à-vontade mediático (notável com os Gato, batendo qualquer líder actual no à-vontade!) e o facto de já ter vencido eleições de âmbito nacional quando as cartas apontavam noutro sentido... dão-lhe todas as hipóteses de se mostrar como o mais capaz de levar o PSD ao poder no seio dos militantes... E chegando à liderança do PSD...
Subscrever:
Mensagens (Atom)