Mostrar mensagens com a etiqueta Irão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Irão. Mostrar todas as mensagens

2009-12-28

Recomendações e reflexões obrigatórias...

Alguns casos a exigir meditação, dois deles vindos do mundo do futebol:
- um caso de
democracia directa (a ser verdadeira a notícia...)
- e um outro de loucura:
mil milhões oferecidos por uma associação desportiva... de nome Real Madrid... Há realmente crise?
- Destruído património milenar para melhorar algumas estradas,
no Perú...

Reflexão merecem igualmente as
cinco entrevista que o Diário Económico apresenta sobre a década que acaba, e a que começa...:
-
Ilídio Pinho ("Sócrates preocupa-se com o popularismo")
-
Jacinto Nunes ("Daqui a dez anos, o TGV vai ser mais um elefante branco")
-
José Miguel Júdice ("O PSD como está não serve para nada"!)
- Mira Amaral ("A banca não pode dormir feliz, como antes da crise)

- Silva Lopes ("Os problemas já vinham da década de 90")
e também as declarações de Rui Machete (que não descarta candidatura à liderança do PSD...9

E, não menos, a entrevista de José Tolentino Mendonça ao i, de Imperdível...

Mas há outros aspectos que merecem atenção, por poderem ser "portas" que sirvam ao "saque" à coisa pública ou a processos menos claros... como as Fundações - em que as mais nobres e virtuosas (que também as há e com trabalho mais do que meritório pelo país e pelos Portugueses!) se arriscam a ser confundidas com outras criadas ad hoc para cobrir determinados processos e interesses... ou que pelo menos levantam suspeitas

E para acompanhar... a situação no Irão...

2009-09-25

Assuntos sérios? Este, por exemplo: Irão, o nuclear e a pressão internacional... aqui, aqui, aqui. Pelo caminho não se pode esquecer o conflito Israel-Palestina, cada vez mais a sombra que paira no mundo... e sobre a nossa segurança...

2009-06-25

ACTUALIZAÇÕES sobre a questão do Irão...

Após os posts de fundo sobre a situação do Irão, deixamos algumas actualizações.

Khamenei, Supremo Líder do Irão, pede apoio para o novo Governo de Ahmadinejad, mantendo a posição que anunciou logo no início dos protestos. As manifestações vão, aliás, perdendo força, não tendo hoje superado as centenas de pessoas e, aparentemente, reina a calma nas ruas, já após as duras intervenções da polícia anti motim e da desistência de queixas por parte de Mohsen Rezai (Act.: dia 24.Jun) Aliás, até as homenagens às vítimas enfrentam dificuldades.

Tal como já se afigurava provável, o
regime iraniano não cede, e não há qualquer alteração de fundo... a curto prazo (actualização: dia 23.Jun)

É de prever que este movimento popular terá as suas consequências em momento posterior, tal como aqui se escreveu há uma semana atrás,
opinião partlhada, agora, entre as lideranças ocidentais. A crise económica - ou a capacidade de lhe colocar rapidamente um final à mesma e ao crescimento do desemprego (subiu de 10 para 12% em pouco tempo, como no resto do mundo..) e da inflação (agora próxima dos 25%) - poderá determinar se esse momento posterior será a curto ou a mais longo prazo. Aliás, após um período de crescimento intenso, até inícios de 2008, a "crise" já foi o tema central do debate eleitoral.

2009-06-23

De que vale a Democracia sem Liberdade? (act 23.Jun.09)

Adenda (23.Jun09):

1. o que se referia no post original, de 21 de Junho, era uma certa incapacidade de actuação de "fora para dentro", de intervenções directas do exterior, e até da capacidade limitada de apoiar, com sucesso, grupos menos hostis ao Ocidente no interior do Irão. Não se insinua que a
vontade - e até a tentativa operacional - de influenciar os destinos deste país fundamental na geopolítica mundial, não esteja nas mentes das lideranças Ocidentais, Russas e Chinesas...


O post apenas defende que, face a circunstâncias específicas da República Islâmica do Irão, o potencial de tais tentativas é limitada, e as hipóteses de sucesso muito reduzida.

A aposta parece ser, por parte do Ocidente, apoiar as
fracturas internas entre as elites, algo que pode ter impacto muito mais profundo e duradouro do que as intervenções externas.

2. Não está em causa uma Revolução ou mudança dramática de Regime.
Na República Islâmica do Irão uma parte dos órgãos de poder têm uma legitmidade que advém por ordem Divina, uma outra parte desses órgãos tem uma legitimidade que ´vem directamente do VOTO do Povo - é o caso da legitimidade do Presidente que advém da eleição directa.

O que está em causa neste momento é o restabelecimento dessa legitimidade. O Irão é, tecnicamente, uma Democracia, tal como explicitado pelo recentemente falecido Samuel Huntington. E é isso que está agora em causa - essa dimensão e legitimidade "terrena" de partes dos órgãos do Governo.
Não há na sociedade Iraniana forças com peso importante que desejem o fim do Estado Teocrático ou que sequer coloquem em causa a legitimidade e o desejo de ter uma programa nuclear (em termos públicos todos os grupos falam de fins pacíficos).

3. Estas as razões que explicam que Barack Obama seja tão prudente nas suas afirmações: o Irão não está, em qualquer caso, perto de uma mudança que altere profundamente as relações entre o Ocidente e o Irão. E que, mesmo que houvesse no interior grupos importantes defendesse o fim da República Islâmica, as potências estrangeiras teriam poucas hipóteses de - em acção directa - ser decisivos. A
UE também está consciente dessa limitação e por isso também aguarda, com prudência...


POST ORIGINAL (21.Jun.09):

Infelizmente, os mais recentes desenvolvimentos da situação no Irão ilustram bem a diferença entre uma democracia "técnica", formal, e uma democracia liberal, com liberdades e garantias, diferença sobre qual escrevemos há algumas semanas em "Ciência Política em 400 Palavras"...

O potencial bélico e os recursos energéticos do Irão são razões muito fortes para acreditar que não há possibilidades de intervenção internacional directa.

A singularidade do Irão (a singularidade e riqueza de uma grande Nação e de uma grande cultura, a Persa, com milhares de anos de desenvolvimento; a singularidade linguística; a singularidade religiosa - o Xiismo é predominante, como acontece apenas no Irão, Azerbeijão, Bahrain, Oman e Iemen...) e o controlo do regime sobre as comunidades estrangeiras no país, incluindo as diplomáticas, sedimentado há mais de 3 décadas, fazem acreditar que a margem de manobra para intervenções estrangeiras no interior, co sucesso, é também reduzida (e até o potencial de apoio a movimentos de resistência interna parece reduzido).

Por tudo isto não parece crível que esta revolta tenha algum sucesso, a curto prazo, sendo até bem possível que o regime endureça a repressão, nos próximos tempos. Mas, a prazo mais longo, este é o primeiro momento do que parece virá a ser um processo de mudança. Esperemos que se trate de algo mais similar ao Solidariedade do que à Revolta da Hungria de 1956 ou à Primavera de Praga...