Durão Barroso diz que Europa sairá reforçada depois da crise, em conferência no Instituto de Estudos Europeus e Políticos da Universidade Católica, numa sessão de homenagem a Ernâni Lopes...
“Sou o moscardo que nunca deixará de vos acordar, de vos admoestar” Sócrates, filósofo Grego e Universal, inspiração deste blog de ÉTICA, CIDADANIA e POLÍTICA e que resumiu assim toda a Filosofia: "Só sei que nada sei"
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2012-02-18
2011-12-18
O convite à emigração
É verdade que Portugal foi maior quando "partiu". É verdade que, só no último século, por duas vezes resolvemos as nossas dificuldades internas com emigração (nos anos 20, com destino sobretudo ao Brasil; nos anos 60 e 70, com destinos variados, sobretudo Europeus, com França, Alemanha, Luxemburgo e Suiça à cabeça).
É verdade que, só nos últimos três meses, e só para o Brasil, partiram quase 50 mil portugueses. É verdade que muitos portugueses, qualificados e não qualificados, perante as expectativas negras em termos de emprego e de negócios, estão a emigrar.
Mas que o Governo, já não apenas através de Ministros mas até pela voz do Primeiro Ministro, proponha aos seus cidadãos que vivem no país que Governa -- porque se candidatou a assumir essa responsabilidade - que emigrem, é algo que merece séria reflexão.
Este "convite" marca o fim da política. Esta sugestão, na voz de um líder do Governo, significa que Passos Coelho e o Governo que dirige assumem publicamente a sua incapacidade de propor soluções, e a sua descrença no país. Se Passos ‘convida’ professores desempregados a emigrar, então deveria demitir-se...
Nenhum país, nenhuma nação, nenhuma população aceita sacrifícios sem horizonte de esperança. E é isso que Passos Coelho assume não existir... apagou de vez a "luz ao fim do tunel", mesmo quando, um pouco "à Sócrates" já vaticina crescimento em 2013 e já promete queda de impostos em 2015
Ora:um Primeiro Ministro que, há dias, admitia que nenhum esforço adiantaria se situação Europeia não evoluir favoravelmente - algo em que tem razão - sabe também que estas profecias positivas são mera demagogia... Pior: os Portugueses já o compreenderam, e não se "animam" perantes estas declrações, pois ouvem promessas de "fim da crise" de governantes há 3 anos de modo contínuo... E no dia seguinte novos pedidos de austeridade e manifestações de dúvida..
Falta em definitivo um caminho...
PS: até Marcelo afirma "Portugueses não querem primeiro-ministro que lhe diga "emigrem para o estrangeiro"
É verdade que, só nos últimos três meses, e só para o Brasil, partiram quase 50 mil portugueses. É verdade que muitos portugueses, qualificados e não qualificados, perante as expectativas negras em termos de emprego e de negócios, estão a emigrar.
Mas que o Governo, já não apenas através de Ministros mas até pela voz do Primeiro Ministro, proponha aos seus cidadãos que vivem no país que Governa -- porque se candidatou a assumir essa responsabilidade - que emigrem, é algo que merece séria reflexão.
Este "convite" marca o fim da política. Esta sugestão, na voz de um líder do Governo, significa que Passos Coelho e o Governo que dirige assumem publicamente a sua incapacidade de propor soluções, e a sua descrença no país. Se Passos ‘convida’ professores desempregados a emigrar, então deveria demitir-se...
Nenhum país, nenhuma nação, nenhuma população aceita sacrifícios sem horizonte de esperança. E é isso que Passos Coelho assume não existir... apagou de vez a "luz ao fim do tunel", mesmo quando, um pouco "à Sócrates" já vaticina crescimento em 2013 e já promete queda de impostos em 2015
Ora:um Primeiro Ministro que, há dias, admitia que nenhum esforço adiantaria se situação Europeia não evoluir favoravelmente - algo em que tem razão - sabe também que estas profecias positivas são mera demagogia... Pior: os Portugueses já o compreenderam, e não se "animam" perantes estas declrações, pois ouvem promessas de "fim da crise" de governantes há 3 anos de modo contínuo... E no dia seguinte novos pedidos de austeridade e manifestações de dúvida..
Falta em definitivo um caminho...
PS: até Marcelo afirma "Portugueses não querem primeiro-ministro que lhe diga "emigrem para o estrangeiro"
2011-12-12
Diogo Vasconcelos o evangelizador:
Uma entrevista de 2007 que importa reler: Diogo Vasconcelos o evangelizador - e relembrar os valores e os apelos que nos traz! Obrigado Diogo!
2011-09-04
Parque Expo e a economia do conhecimento...
Afinal extinção da Parque Expo é complexa... relembramos que... já aqui escrevemos sobre este assunto.... A Parque Expo é sobretudo, para além de uma gestora de equipamentos e de uma entidade que gerou enormes proveitos, uma empresa que desenvolveu e acumulou competências, saberes e capacidades que são reconhecidas internacionalmente... Por isso exporta... Conhecimento! ... A tal base do paradigma económico do século XXI....
2011-08-30
Não temos de desistir de Portugal... por preço nenhum!
Há reflexões que não perdem atualidade... infelizmente!
Em Junho de 2010, numa última grande entrevista, no “Plano Inclinado”, poucos meses antes do trágico agravamento do seu estado de saúde, o Professor Ernâni Rodrigues Lopes apresentou uma reflexão que, como ele próprio diz, resulta de anos e anos de pesquisa, estudo e reflexão. Ela mantém, e manterá, toda a sua atualidade. Ela é, e deveria ser, obrigatória. Para todos, sobretudo para os que são, foram ou pretendam ser governantes, como diz João Duque, ao minuto 45 deste video.
Em Junho de 2010, numa última grande entrevista, no “Plano Inclinado”, poucos meses antes do trágico agravamento do seu estado de saúde, o Professor Ernâni Rodrigues Lopes apresentou uma reflexão que, como ele próprio diz, resulta de anos e anos de pesquisa, estudo e reflexão. Ela mantém, e manterá, toda a sua atualidade. Ela é, e deveria ser, obrigatória. Para todos, sobretudo para os que são, foram ou pretendam ser governantes, como diz João Duque, ao minuto 45 deste video.
Recomenda-se um visionamento completo, mas sobretudo do minuto 25 até ao 35 e do minuto 42:30 até ao final...
Ao minuto 29: “O conjunto de Valores, Atitudes e Padrões de Comportamento é que marcam uma dada sociedade ou uma determinada pessoa. Tudo sai desta camada. (..) Se os Valores, Atitudes e Padrões de Comportamento forem de laxismo, desonestidade, preguiça, não há taxa de juro que chegue. É uma mentira! A economia não se faz apenas com medidas superficiais. A economia faz-se com seres humanos e organizações humanas. O que gostaria de pedir a todos os Portugueses é atenção para isto. É o verdadeiramente decisivo. E isto tem aplicação prática imediata: o que é que nós ensinamos aos nossos filhos? (…) Ninguém nasce ensinado. Com os pais, com a escola, com o dia-a-dia da vida, aprendemos quais os valores que nos moldam. A pergunta que temos de nos pôr é quais são os valores que moldam as nossas crianças. São os da golpada permanente ou são os do trabalho sério. Esta escolha, que é feita por milhões de Portugueses sem votar, actuando em casa, é a que condiciona a economia portuguesa. Não é exagero dizer que condiciona o PIB (a criação de riqueza, o “Produto Interno Bruto”). O PIB é o resultado de milhões de decisões, e estas estão na base de tudo“.
E chega, ao minuto 31, a este quadro:
Quando Mário Crespo lhw diz que se trata de uma "revolução", Ernâni Lopes responde: “isto é apenas educar bem!” e, já ao minuto 46:30: : “Fazer isto, aplicar o quadro, substituir o “onde está…” pelo que está na coluna “pôr” é assegurar que Portugal tenha um futuro digno, porque um futuro sem qualificar, todos temos (…) e há muita gente boa! (…) Nós não temos de desistir de Portugal por preço nenhum! Insisto nisto! Portugal é os Portugueses que já morreram, os Portugueses que estamos vivos e os Portugueses que ainda não nasceram. E por isso o fundo da questão é o longo prazo, não é o trivial do dia a dia. (…) O essencial está nas nossas cabeças. O futuro de Portugal está na cabeça dos Portugueses!”.
Obrigado, Professor.
PS: o outro video, o do 1º programa, está em
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2011-03-08
Mediática revolta…
Curioso: não me recordo de o “top 5” das mais lidas no “I” serem todas sobre o mesmo tema! Mas hoje está a acontecer e o tema é.. os Homens da Luta e a RTP:
PS (dia 9): Será que os Portugueses estão mesmo a sublimar, por ora pela música, a sua revolta? Dia 12 veremos o que se passa...
Hoje ficamos pelas declarações da tomada de posse do Presidente, Anibal Cavaco Silva,que não foram apaziguadoras, nem consensuais, com apelos aos jovens ... Para todos os efeitos é um Presidente eleito com a maioria clara do voto dos mesmo Portugueses que andam na luta...
- Jel: um homem que luta – um artigo de opinião do Director da SIC Radical que merece, sem dúvida, ser lido e que fala mais de nós, Portugueses, e da atitude pró-activa e empreendedora que temos de aprender e apreender e praticar, do que de qualquer outra coisa…
- Jel: acho que é muito simbólico sermos nós a ir à Alemanha nesta altura
- Homens da Luta. Guerra de petições quer impedi-los de ir à Alemanha
- Nuno Santos divide a Administração da RTP
- Um fenómeno antitudo
PS (dia 9): Será que os Portugueses estão mesmo a sublimar, por ora pela música, a sua revolta? Dia 12 veremos o que se passa...
Hoje ficamos pelas declarações da tomada de posse do Presidente, Anibal Cavaco Silva,que não foram apaziguadoras, nem consensuais, com apelos aos jovens ... Para todos os efeitos é um Presidente eleito com a maioria clara do voto dos mesmo Portugueses que andam na luta...
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2011-03-06
Fim de semana morno…
Num excelente artigo, pelo “desafio” intelectual que coloca, pelo título, pela irreverência, Pereira Coutinho levanta uma questão pertinente: a da capacidade de liderança de Passos Coelho num PSD tumultuoso por natureza, com muitos barões e pretendentes, muitas vozes nem sempre em uníssono, situação que se agrava com um período de 15 anos em que não esteve no poder sequer 3 anos…
De louvar a iniciativa do Jornal Público, com uma iniciativa inovadora no formato para um jornal generalista, e no propósito, e de excelência no conteúdo: um chat com António Câmara, fundador e CEO da Ydreams e um dos mais brilhantes portugueses vivos, Prémio Pessoa 2005. Ainda na área da troca de ideias, relembra-se novamente o jantar-debate com António Saraiva (o Presidente “dos patrões”) e Carvalho da Silva (o “chefe” dos sindicalistas…), dia 23, no Porto.
De louvar também o comportamento dos empresários da área do calçado e dos atletas Portugueses nos Europeus da modalidade ao contrário dos desperdícios que nos custam a todos, como as comissões que nunca funcionaram…
A nível internacional, junta-se ao longo rosário de preocupações uma nova apreensão: a de que as armas da revolta Líbia possam ir parar ao mercado negro após o conflito… Mas por outro lado algumas novidades poderão vir do Brasil, que poderá assumir novas posições no contexto global, com mais empenho na luta pelos direitos humanos, e incluindo críticas ao Irão…
Na Irlanda, entretanto, o novo governo pretende renegociar o acordo de apoio internacional. Veremos o que daqui resulta, sabendo-se que a Grécia continua a ser dada como um caso de apoio falhado…
PS: “Homens da Luta”, dupla humorista associada à sátira política em forma de marketing de guerrilha, conseguiram vender o Festival da Canção graças à votação do público. Se a isto juntarmos o fenómeno Deolinda e da Geração à Rasca, podemos intuir que os Portugueses estão a começar a reagir contra o “aperto do cinto” através da música e das “artes”… Pode ser uma tendência interessante de analisar…
De louvar a iniciativa do Jornal Público, com uma iniciativa inovadora no formato para um jornal generalista, e no propósito, e de excelência no conteúdo: um chat com António Câmara, fundador e CEO da Ydreams e um dos mais brilhantes portugueses vivos, Prémio Pessoa 2005. Ainda na área da troca de ideias, relembra-se novamente o jantar-debate com António Saraiva (o Presidente “dos patrões”) e Carvalho da Silva (o “chefe” dos sindicalistas…), dia 23, no Porto.
De louvar também o comportamento dos empresários da área do calçado e dos atletas Portugueses nos Europeus da modalidade ao contrário dos desperdícios que nos custam a todos, como as comissões que nunca funcionaram…
A nível internacional, junta-se ao longo rosário de preocupações uma nova apreensão: a de que as armas da revolta Líbia possam ir parar ao mercado negro após o conflito… Mas por outro lado algumas novidades poderão vir do Brasil, que poderá assumir novas posições no contexto global, com mais empenho na luta pelos direitos humanos, e incluindo críticas ao Irão…
Na Irlanda, entretanto, o novo governo pretende renegociar o acordo de apoio internacional. Veremos o que daqui resulta, sabendo-se que a Grécia continua a ser dada como um caso de apoio falhado…
PS: “Homens da Luta”, dupla humorista associada à sátira política em forma de marketing de guerrilha, conseguiram vender o Festival da Canção graças à votação do público. Se a isto juntarmos o fenómeno Deolinda e da Geração à Rasca, podemos intuir que os Portugueses estão a começar a reagir contra o “aperto do cinto” através da música e das “artes”… Pode ser uma tendência interessante de analisar…
2011-03-02
Reunião deve resultar apenas em manifestação de apoio
Afinal a ida de Sócrates a Berlim para reunir com Angela Merkel antes do Conselho Europeu onde se vão debater hipotéticas alterações do Fundo de Estabilização, deve resultar apenas em manifestação de apoio…
Este processo pode bem acabar com Portugal a ser forçado a pedir a ajuda externa. Dado que o Governo indicou, há uns meses, que era seu objectivo central evitar esse pedido, as consequências destas negociações poderão não ser apenas económico-financeiras, mas também políticas… (por ora temos facturas obrigatórias :-)
Este processo pode bem acabar com Portugal a ser forçado a pedir a ajuda externa. Dado que o Governo indicou, há uns meses, que era seu objectivo central evitar esse pedido, as consequências destas negociações poderão não ser apenas económico-financeiras, mas também políticas… (por ora temos facturas obrigatórias :-)
2011-03-01
Obrigado!
Gulbenkian continua a ser um nome que é sinónimo de Excelência em Portugal!
A Fundação, e o Instituto Gulbenkian de Ciência honram o nome que ostentam fazendo um magnífico trabalho, com mais um reconhecimento internacional do maior relevo, numa área crítica para o nosso desenvolvimento.
Com as suas deficiências, como é natural, com alguns cortes (a mais visível foi a que afectou a Companhia de Bailado), a verdade é que continua a ser extraordinário o que a maior fundação Portuguesa, e uma das 10 maiores da Europa, tem feito pelo país! Parabéns, e obrigado!
Ainda na área do reconhecimento internacional, de mencionar que Portugal tem 3 museus nomeados para Museu Europeu do Ano, são eles:
Technorati Tags: positivas,Portugal,Portugal no mundo,ciência,prémio,cultura
A Fundação, e o Instituto Gulbenkian de Ciência honram o nome que ostentam fazendo um magnífico trabalho, com mais um reconhecimento internacional do maior relevo, numa área crítica para o nosso desenvolvimento.
Com as suas deficiências, como é natural, com alguns cortes (a mais visível foi a que afectou a Companhia de Bailado), a verdade é que continua a ser extraordinário o que a maior fundação Portuguesa, e uma das 10 maiores da Europa, tem feito pelo país! Parabéns, e obrigado!
Ainda na área do reconhecimento internacional, de mencionar que Portugal tem 3 museus nomeados para Museu Europeu do Ano, são eles:
- o Museu do Douro
- a Casa das Histórias Paula Rego e
- o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha.
Technorati Tags: positivas,Portugal,Portugal no mundo,ciência,prémio,cultura
2011-02-27
Irlanda: será Portugal "a proxima vítima"?
Na Irlanda o Fianna Fáil (o partido do centro, à esquerda do Fine Gael e à direita do Labour) teve o seu pior resultado desde… 1921 e cede o poder ao Fine Gael (Centro-direita), em provável coligação… com Labour! Mas, importante, não parece ter tido votação suficiente para uma maioria parlamentar (pelo que a estabilidade não estaria assegurada, caso ocorresse semelhante entre nós).
De relembrar que a situação Irlandesa é diversa mas também similar à Portuguesa em alguns aspectos
Por razões e com percursos diferentes, a verdade é que ambos os países tiveram, a partir de 2008, um problema grave de insolvabilidade… A Irlanda teve de recorrer à ajuda externa antes de Portugal, mesmo após ter cortado salários da função pública na casa dos 20%. O Estado foi forçado, em 2008, a ir em socorro da banca e em Novembro, teve de recorrer ao fundo de resgate da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI)- uma ajuda a 5% de juros anuais. Para muitos, esta perda de soberania financeira e as duras medidas de austeridade impostas ao país explicam os resultados eleitorais históricos.
A questão é então saber se em Portugal estaremos perante cenário idêntico – necessidade de ajuda externa – e se tal é positivo ou negativo, ou se é solução –, e se estamos também nós perante uma crise e uma mudança política. Com juros acima de 7%, e perante um crescimento nulo ou negativo, as perspectivas para Portugal para a próxima década são mais do que negras, apesar do louvável esforço na área das exportações e de indústrias inovadoras. Sócrates vai reunir-se com Merkel, a convite desta, antes da cimeira decisiva… E a instabilidade política é negativa, não ajuda nem irá ajudar, mas a verdade é que se as sondagens aguçam o apetite do PSD e as pressões internas sobre Passos Coelho aumentam. Este, porém, mantém-se calmo, não mostrando pressa de chegar a um poder que sabe que será duro, muito duro. E sabe também que é difícil ter sucesso sem o apoio de certas figuras, incluindo do mais influente Português da actualidade – Ricardo Espírito Santo, que claramente entende que eleições agora seriam negativas para o país.
PS: falamos da República da Irlanda “do Sul”, a independente, “a católica”, por contraste com a “do norte”, parte do Reino Unido e protestante na sua maioria)
PS: entretanto, dois artigos importantes para melhor compreender as nossas relações com o Magreb e as implicações da crise nesta região sobre o mercado petrolífero, de que representa ao todo mais de 35% do mercado mundial, e que explicam a atenção do mundo sobre os acontecimentos recentes na Líbia e nos demais países.
PS: E curiosos os links sugeridos por Pedro Magalhães no seu margens de erro, incluindo o link para a tese de Doutoramento na London School of Economics por Saif Al-Islam Alqadhafi, filho de Khadafi sobre… "The Role of Civil Society in the Democratisation of Global Governance Institutions: From ‘Soft Power’ to Collective Decision-Making?"!! E por falar em sociedade civil: interessante artigo sobre o futuro político de Fernando Nobre e da nossa cidadania…
De relembrar que a situação Irlandesa é diversa mas também similar à Portuguesa em alguns aspectos
- a última década de Portugal foi de estagnação, a Irlandesa de um fortíssimo crescimento (chegou a ser de 6 a 8% anos consecutivos), tirando a Irlanda, que aderiu à CEE (UE) em 1973, da cauda da União Europeia a 15 para o segundo país com maior PIB per capita, só atrás do Luxemburgo!
- Ao contrário de Portugal, onde a nota foi a estabilidade ou a lenta subida, a Irlanda sofreu uma forte valorização imobiliária com os preços a subirem praticamente 100% na última década, até à crise financeira! Essa especulação explica parcialmente o porquê do colapso do sistema financeiro Irlandês (os “activos tóxicos”)
- Já quanto a uma das explicações da crise Irlandesa, algo similar à Portuguesa, prende-se com um dos motores do crescimento: baseado em investimento estrangeiro, no caso Irlandês muitas vezes decidido pela diáspora, sobretudo por gestores de multinacionais norte-americanas, faz com que haja alguma crise económica quando esse investimento cessa, ou se retira, levando a uma falta de liquidez dramática num sistema de financeiro que, no caso Irlandês se havia “dopado” com esse afluxo de capitais pouco sustentável no longo prazo
- As razões para o crescimento rápido são também parte das causas profundas do colapso financeiro Irlandês: além das razões culturais e emocionais, as razões mais fortes para o investimento estrangeiro eram a mão de obra qualificada (a aposta da Irlanda nos anos 70 e 80 para os fundos Europeus foi a formação… ), a língua inglesa e uma política fiscal altamente atractiva para o investimento… Ora isso implica que se o investimento parasse de aumentar, as receitas fiscais iriam cair dramaticamente, tornando deficitário um Estado que teve anos consecutivos de superavits… (algo diferente do Português…)
Por razões e com percursos diferentes, a verdade é que ambos os países tiveram, a partir de 2008, um problema grave de insolvabilidade… A Irlanda teve de recorrer à ajuda externa antes de Portugal, mesmo após ter cortado salários da função pública na casa dos 20%. O Estado foi forçado, em 2008, a ir em socorro da banca e em Novembro, teve de recorrer ao fundo de resgate da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI)- uma ajuda a 5% de juros anuais. Para muitos, esta perda de soberania financeira e as duras medidas de austeridade impostas ao país explicam os resultados eleitorais históricos.
A questão é então saber se em Portugal estaremos perante cenário idêntico – necessidade de ajuda externa – e se tal é positivo ou negativo, ou se é solução –, e se estamos também nós perante uma crise e uma mudança política. Com juros acima de 7%, e perante um crescimento nulo ou negativo, as perspectivas para Portugal para a próxima década são mais do que negras, apesar do louvável esforço na área das exportações e de indústrias inovadoras. Sócrates vai reunir-se com Merkel, a convite desta, antes da cimeira decisiva… E a instabilidade política é negativa, não ajuda nem irá ajudar, mas a verdade é que se as sondagens aguçam o apetite do PSD e as pressões internas sobre Passos Coelho aumentam. Este, porém, mantém-se calmo, não mostrando pressa de chegar a um poder que sabe que será duro, muito duro. E sabe também que é difícil ter sucesso sem o apoio de certas figuras, incluindo do mais influente Português da actualidade – Ricardo Espírito Santo, que claramente entende que eleições agora seriam negativas para o país.
PS: falamos da República da Irlanda “do Sul”, a independente, “a católica”, por contraste com a “do norte”, parte do Reino Unido e protestante na sua maioria)
PS: entretanto, dois artigos importantes para melhor compreender as nossas relações com o Magreb e as implicações da crise nesta região sobre o mercado petrolífero, de que representa ao todo mais de 35% do mercado mundial, e que explicam a atenção do mundo sobre os acontecimentos recentes na Líbia e nos demais países.
PS: E curiosos os links sugeridos por Pedro Magalhães no seu margens de erro, incluindo o link para a tese de Doutoramento na London School of Economics por Saif Al-Islam Alqadhafi, filho de Khadafi sobre… "The Role of Civil Society in the Democratisation of Global Governance Institutions: From ‘Soft Power’ to Collective Decision-Making?"!! E por falar em sociedade civil: interessante artigo sobre o futuro político de Fernando Nobre e da nossa cidadania…
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2011-02-26
Para complicar algo mais…
A aviação israelita volta a bombardear a Faixa de Gaza, enquanto Khadafi resiste em Tripoli, apesar de o seu filho já reconhecer estar o país à beira de uma guerra civil.
Entre nós, é adiada a regionalização na moção de Sócrates, enquanto nós somos vistos como povo vaidoso que desperdiça recursos e Rui Machete é acusado de má gestão e até de alguma falta de seriedade… nos telegramas Wikileaks…
PS: Tripoli fica a 2106Km de Lisboa, enquanto Berlim fica a 2254 Km... Já Rabat fica sensivelmente à mesma distância que Madrid...
Entre nós, é adiada a regionalização na moção de Sócrates, enquanto nós somos vistos como povo vaidoso que desperdiça recursos e Rui Machete é acusado de má gestão e até de alguma falta de seriedade… nos telegramas Wikileaks…
PS: Tripoli fica a 2106Km de Lisboa, enquanto Berlim fica a 2254 Km... Já Rabat fica sensivelmente à mesma distância que Madrid...
2011-02-25
Khadafi culpa Bin Laden pela revolta popular na Líbia
Em discurso na TV, Khadafi culpa Bin Laden pela revolta popular na Líbia. O problema é que com este argumento, o ainda lider da Líbia:
- levanta uma questão pertinente: no país mais tribal do Magreb, a hipótese da Al Qaeda ter uma base é algo que é verdadeiramente assustador para a Europa e… não é impossível…
- aponta como inimigo o maior inimigo do Ocidente
- pode bem ter alguma razão… o que se segue?
2011-02-20
Porque temos um país em crise?
Penso que bastaria abrir um jornal – mesmo ao fim de semana - e pegar num pequeno conjunto de artigos para compreender as razões profundas da crise… São as pessoas! Somos nós…
Lideranças fracas, muito fracas, a todos os níveis, sobretudo éticas, culturais, técnicas e intelectuais, e nós, que temos permitido que tal aconteça…
E temos também permitido um endividamento cavalgante, não só do Estado, mas do país – que somos nós! O nosso deficit externo é uma “verdade estrutural” e atinge hoje níveis incomportáveis: o Estado apenas reflecte o nosso próprio comportamento colectivo e, como para muitos de nós, muitas suas receitas servem apenas para pagar juros…
Cabe.-nos a todos tentar inverter o rumo decadente da nação…
Lideranças fracas, muito fracas, a todos os níveis, sobretudo éticas, culturais, técnicas e intelectuais, e nós, que temos permitido que tal aconteça…
E temos também permitido um endividamento cavalgante, não só do Estado, mas do país – que somos nós! O nosso deficit externo é uma “verdade estrutural” e atinge hoje níveis incomportáveis: o Estado apenas reflecte o nosso próprio comportamento colectivo e, como para muitos de nós, muitas suas receitas servem apenas para pagar juros…
Cabe.-nos a todos tentar inverter o rumo decadente da nação…
- Armando Vara passou à frente de utentes de centro de saúde
- Berardo defende mudança de sistema político e admite "um novo género de ditadura"
- Pacheco Pereira diz que Portugal esteve à beira da bancarrota na quarta-feira - Política
- Ministério da Justiça não paga a ex-secretário de Estado - Sociedade
2011-02-16
Portugueses! Design, Arquitectura, Desporto!
- i ganha o óscar do design de jornais
- arquitectos jovens ganham prémios internacionais de arquitectura
- Armindo Araújo vai correr no WRC
2011-02-03
Mundo Árabe… e Vizinhança...
Mais abaixo estão "hiperligações" para algumas das notícias dos últimos dias...
Rabat está a alguns Kms menos de Lisboa, em avião, do que Madrid… o gás natural que usamos vem da Argélia. Muitos empresários têm investido no Magreb nos últimos anos. Portugal faz parte do mapa do “Califado” que a Al Qaeda pretende restaurar… Apesar de tudo isto foram precisas revoltas populares de grande escala para os nossos meios de comunicação olharem… para os nosso vizinhos! Será que ainda vamos a tempo?
Rabat está a alguns Kms menos de Lisboa, em avião, do que Madrid… o gás natural que usamos vem da Argélia. Muitos empresários têm investido no Magreb nos últimos anos. Portugal faz parte do mapa do “Califado” que a Al Qaeda pretende restaurar… Apesar de tudo isto foram precisas revoltas populares de grande escala para os nossos meios de comunicação olharem… para os nosso vizinhos! Será que ainda vamos a tempo?
- Egipto. Confrontos por encomenda deixam o Cairo em estado de sítio
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2010-06-16
2010-05-04
A nu e a cru...
Dois textos, curtos, aqui e aqui, que no seu conjunto nos explicam a gravidade da situação do país: endividamos-nos... a mais... Consumimos a mais... E não é propriamente o Estado... ou pelo menos não é só o Estado...
Act: e mais um texto claro na explicação do problema.
Act: e mais um texto claro na explicação do problema.
2010-04-28
O valor da oposição construtiva...
Algumas pessoas perguntam-me porque andava satisfeito com a mudança de líder no PSD. Alguns até me trataram por "Passista". Não é verdade :-). *
Por outro lado, e como é óbvio, considero fundamental que o principal partido da oposição - PSD ou PS, conforme momento histórico - tenha um rumo, apresente capacidade de proposta e de oposição construtiva, com capacidade de trazer alternativas para cima da mesa, sem temer a negociação e o diálogo em algumas áreas chave, compreendendo que com isso não vai perder a identidade ou a diferenciação aos olhos dos eleitores.
Infelizmente, durante muito tempo, o PSD andou perdido em si mesmo, sem um rumo claro (qual o modelo de Marques Mendes, LF Menezes ou MFL para o país, verdadeiramente? quais as suas prioridades concretas?), e com uma oposição destrutiva, que se afirmou sempre mais pela negativa do que pela positiva - sobretudo com MFL.
Por este motivo, fiquei contente com a eleição de Pedro Passos Coelho para a eleição como Presidente do PSD. Teria ficado também satisfeito com a eleição de José Pedro Aguiar Branco - que se mostrou surpreendemente bem preparado para liderar o país! - e até de Paulo Rangel - que desiludiu um pouco, exactamente porque o seu discurso era mais "área a área, medida a medida", sem mostrar uma linha de rumo concreta, que obedecesse a um padrão compreensível ou a um fio lógico e coerente no seu todo - mas a menor preocupação com a coerência teórica é, porém, algo comum aos Conservadores, por definição, pois a sua coerência advém da própria realidade (partem do "que existe") e não tanto da abstracção das ideias ou das utopias do "dever ser".
PPC traz-nos, porém, duas coisas, em maior dose do que JPAG ou PRangel:
1. uma diferenciação, uma alternativa de caminho ao governo actual (em breve teremos um post sobre o assunto e sobre as diferenças de ponto de vista PPC / JS)
2. como tem essa diferenciação, e não tem nenhuma querela pessoal com José Sócrates, ao contrário de MFL, pode negociar e dialogar, quando precisamos, sem medo de ser "absorvido" pelo PS, ao contrário de líderes mais "ao centro", como MFL... (nota: este temor é algo que faz sentido, historicamente, no PSD, pois PS ocupou, desde 1995, muito do espaço político que foi o do PSD, o que lhe tem permitido vencer sucessivamente eleições...).
Sinal concreto de que tal eleição de PPC foi positiva para o país surgiu, infelizmente, pelas piores razões - a do ataque dos especuladores - mas, pelo menos, estamos menos mal preparados, como país, agora do que estaríamos se MFL ainda fosse Presidente do PSD.... Pois agora PS e PSD podem dar a face em conjunto perante o exterior, e essa conjunção de esforços é fundamental para credibilizar externamente a nossa política económica, ao contário de uma situação em que dá ideia que à primeira ocasião, PSD mudaria de política... o que minaria qualquer confiança no cumprimento de medidas de austeridade... que infelizmente serão mesmo necessárias...
* Uma nota sobre a orientação política pessoal:
Em primeiro lugar: não pertenço a nenhum partido. Nem me sinto tentado a pertencer, no momento actual. Orgulho-me de ter um vida cívica activa, e de votar em partidos diferentes consoante me pareça mais adequado, em função do momento, do local onde voto (ex: votaria diferente em numerosas eleições conforme o distrito onde votasse), do sistema eleitoral (maioritária para as Presidências de câmaras - a uma volta - e nas presidenciais - a duas voltas -, método de Hondt nas legislativas, mas com distritos, o mesmo método para as Europeias, mas com círculo nacional único...), da finalidade das eleições, do potencial impacto do voto individual no resultado global, da "competitividade" eleitoral, etc.
Já votei, directa e/ou indirectamente, considerando eleições legislativas, autárquicas e europeias, em todos os partidos parlamentares, e nalguns outros.
Não escondo ser Europeísta convicto e defensor da UE - ainda que com as suas falhas, como tudo - e, por isso, por exemplo, em eleições europeias, pondero apenas votar PS ou PSD, os dois únicos que defenderam sempre a UE como caminho para Portugal (e, ainda aqui, mais o PS do que o PSD), ou branco.
Não escondo que voto em branco, em geral, na freguesia (dado que nela não resido habitualmente).
Defensor da diversidade como algo que enriquece a vida democrática, não escondo que do mesmo voto que votei PSR para eleger Louçã - sem sucesso - há mais de uma dezena de anos, que teria votado MEP ou PCTP-MRPP no caso de estar a votar em Lisboa, nas últimas eleições, para eleger um deputado que trouxesse uma voz diferente ao parlamento. Mais: sendo Republicano, não hesitaria em votar no PPM caso este estivesse com hipóteses de eleger um deputado. Já, por exemplo, se estivesse em círculos com 3 ou 5 mandatos apenas, em que historicamente se sabe que apenas PS e PSD podem eleger deputados, ponderaria voto de modo substancialmente diferente, sendo a primeira questão um simples: vale a pena votar? (sou frontalmente contra o sistema de voto por distrito que temos, e que gera eleitores de primeira e de segunda, pois uns têm escolhas que os outros, na prática, não têm!).
Do mesmo modo, e porque defendo que a política não se esgota com partidos, desejo contribuir para que o Dr. Fernando Nobre chegue a ser, de facto, candidato à Presidência da República, por considerar importante que a sociedade civil não partidarizada mostre vitalidade e sinta ela própria a sua força e a sua capacidade de intervenção. Dito isto: defendo a sua candidatura como positiva para o país mesmo que depois, na altura das eleições, possa eu próprio votar ou não nele, consoante as propostas concretas que nos trouxer.
Ou seja: considero que o voto serve também para expressar preferências indirectas, como a defesa da pluralidade de opiniões, mesmo quando elas não são coincidentes com a nossa!
PS: O PSD passa, pela primeira vez desde 2003, para a frente das sondagens. Tal era previsto há meses pelo Moscardo: mal mudasse a liderança do PSD, mudaria o sentido das sondagens, efeito ampliado caso fossem PPC ou Paulo Rangel, por serem rostos mais jovens...
Por outro lado, e como é óbvio, considero fundamental que o principal partido da oposição - PSD ou PS, conforme momento histórico - tenha um rumo, apresente capacidade de proposta e de oposição construtiva, com capacidade de trazer alternativas para cima da mesa, sem temer a negociação e o diálogo em algumas áreas chave, compreendendo que com isso não vai perder a identidade ou a diferenciação aos olhos dos eleitores.
Infelizmente, durante muito tempo, o PSD andou perdido em si mesmo, sem um rumo claro (qual o modelo de Marques Mendes, LF Menezes ou MFL para o país, verdadeiramente? quais as suas prioridades concretas?), e com uma oposição destrutiva, que se afirmou sempre mais pela negativa do que pela positiva - sobretudo com MFL.
Por este motivo, fiquei contente com a eleição de Pedro Passos Coelho para a eleição como Presidente do PSD. Teria ficado também satisfeito com a eleição de José Pedro Aguiar Branco - que se mostrou surpreendemente bem preparado para liderar o país! - e até de Paulo Rangel - que desiludiu um pouco, exactamente porque o seu discurso era mais "área a área, medida a medida", sem mostrar uma linha de rumo concreta, que obedecesse a um padrão compreensível ou a um fio lógico e coerente no seu todo - mas a menor preocupação com a coerência teórica é, porém, algo comum aos Conservadores, por definição, pois a sua coerência advém da própria realidade (partem do "que existe") e não tanto da abstracção das ideias ou das utopias do "dever ser".
PPC traz-nos, porém, duas coisas, em maior dose do que JPAG ou PRangel:
1. uma diferenciação, uma alternativa de caminho ao governo actual (em breve teremos um post sobre o assunto e sobre as diferenças de ponto de vista PPC / JS)
2. como tem essa diferenciação, e não tem nenhuma querela pessoal com José Sócrates, ao contrário de MFL, pode negociar e dialogar, quando precisamos, sem medo de ser "absorvido" pelo PS, ao contrário de líderes mais "ao centro", como MFL... (nota: este temor é algo que faz sentido, historicamente, no PSD, pois PS ocupou, desde 1995, muito do espaço político que foi o do PSD, o que lhe tem permitido vencer sucessivamente eleições...).
Sinal concreto de que tal eleição de PPC foi positiva para o país surgiu, infelizmente, pelas piores razões - a do ataque dos especuladores - mas, pelo menos, estamos menos mal preparados, como país, agora do que estaríamos se MFL ainda fosse Presidente do PSD.... Pois agora PS e PSD podem dar a face em conjunto perante o exterior, e essa conjunção de esforços é fundamental para credibilizar externamente a nossa política económica, ao contário de uma situação em que dá ideia que à primeira ocasião, PSD mudaria de política... o que minaria qualquer confiança no cumprimento de medidas de austeridade... que infelizmente serão mesmo necessárias...
* Uma nota sobre a orientação política pessoal:
Em primeiro lugar: não pertenço a nenhum partido. Nem me sinto tentado a pertencer, no momento actual. Orgulho-me de ter um vida cívica activa, e de votar em partidos diferentes consoante me pareça mais adequado, em função do momento, do local onde voto (ex: votaria diferente em numerosas eleições conforme o distrito onde votasse), do sistema eleitoral (maioritária para as Presidências de câmaras - a uma volta - e nas presidenciais - a duas voltas -, método de Hondt nas legislativas, mas com distritos, o mesmo método para as Europeias, mas com círculo nacional único...), da finalidade das eleições, do potencial impacto do voto individual no resultado global, da "competitividade" eleitoral, etc.
Já votei, directa e/ou indirectamente, considerando eleições legislativas, autárquicas e europeias, em todos os partidos parlamentares, e nalguns outros.
Não escondo ser Europeísta convicto e defensor da UE - ainda que com as suas falhas, como tudo - e, por isso, por exemplo, em eleições europeias, pondero apenas votar PS ou PSD, os dois únicos que defenderam sempre a UE como caminho para Portugal (e, ainda aqui, mais o PS do que o PSD), ou branco.
Não escondo que voto em branco, em geral, na freguesia (dado que nela não resido habitualmente).
Defensor da diversidade como algo que enriquece a vida democrática, não escondo que do mesmo voto que votei PSR para eleger Louçã - sem sucesso - há mais de uma dezena de anos, que teria votado MEP ou PCTP-MRPP no caso de estar a votar em Lisboa, nas últimas eleições, para eleger um deputado que trouxesse uma voz diferente ao parlamento. Mais: sendo Republicano, não hesitaria em votar no PPM caso este estivesse com hipóteses de eleger um deputado. Já, por exemplo, se estivesse em círculos com 3 ou 5 mandatos apenas, em que historicamente se sabe que apenas PS e PSD podem eleger deputados, ponderaria voto de modo substancialmente diferente, sendo a primeira questão um simples: vale a pena votar? (sou frontalmente contra o sistema de voto por distrito que temos, e que gera eleitores de primeira e de segunda, pois uns têm escolhas que os outros, na prática, não têm!).
Do mesmo modo, e porque defendo que a política não se esgota com partidos, desejo contribuir para que o Dr. Fernando Nobre chegue a ser, de facto, candidato à Presidência da República, por considerar importante que a sociedade civil não partidarizada mostre vitalidade e sinta ela própria a sua força e a sua capacidade de intervenção. Dito isto: defendo a sua candidatura como positiva para o país mesmo que depois, na altura das eleições, possa eu próprio votar ou não nele, consoante as propostas concretas que nos trouxer.
Ou seja: considero que o voto serve também para expressar preferências indirectas, como a defesa da pluralidade de opiniões, mesmo quando elas não são coincidentes com a nossa!
PS: O PSD passa, pela primeira vez desde 2003, para a frente das sondagens. Tal era previsto há meses pelo Moscardo: mal mudasse a liderança do PSD, mudaria o sentido das sondagens, efeito ampliado caso fossem PPC ou Paulo Rangel, por serem rostos mais jovens...
Because change happens..
Fernando Teixeira dos Santos, actual Ministro das Finanças, recusou um pedido de três alunos de Economia, em 1995, para se inscreverem na disciplina de "Ciência Política", na altura leccionada por Augusto Santos Silva (actual Ministro da Defesa).
Motivo: não era disciplina que fizesse sentido no currículo e preparação de um economista... apenas na dos gestores...
Preocupante? Pois...
Mas como a mudança acontece, FTS tem hoje que compreender que a PRIMEIRA coisa de que um economista deve perceber, é de POLITICA... é da vida da Polis, da Polis e da Cosmopolis... Porque o que acontece no Irão ou no Brasil, como o que acontece em Nova Iorque... nos afecta a todos, e muito! Do mesmo modo que grande parte das nossas dificuldades na primeira década do século XXI se explicam pela queda do Muro de Berlim e a posterior entrada da China na OMC (1995) e o célebre Acordo Multifibras, factos para os quais não tivemos lideranças capazes de nos preparar... se calhar porque não compreendem o impacto económico das mudanças políticas...
FTS já deve ter percebido o quanto estava errado, ao contrário dos 3 alunos... Mas não será tarde demais?
Motivo: não era disciplina que fizesse sentido no currículo e preparação de um economista... apenas na dos gestores...
Preocupante? Pois...
Mas como a mudança acontece, FTS tem hoje que compreender que a PRIMEIRA coisa de que um economista deve perceber, é de POLITICA... é da vida da Polis, da Polis e da Cosmopolis... Porque o que acontece no Irão ou no Brasil, como o que acontece em Nova Iorque... nos afecta a todos, e muito! Do mesmo modo que grande parte das nossas dificuldades na primeira década do século XXI se explicam pela queda do Muro de Berlim e a posterior entrada da China na OMC (1995) e o célebre Acordo Multifibras, factos para os quais não tivemos lideranças capazes de nos preparar... se calhar porque não compreendem o impacto económico das mudanças políticas...
FTS já deve ter percebido o quanto estava errado, ao contrário dos 3 alunos... Mas não será tarde demais?
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