2011-02-02

A importância de ser sede de organizações internacionais

Valença Pinto destaca importância de manter NATO em Oeiras | Económico
A importância de ser sede de organizações internacionais é muitas vezes subestimada, mas as vantagens são inúmeras. Desde logo para a cidade e região onde ficam sediadas – pelas gentes, pelo poder de compra, pela diversidade, pelo intercâmbio, pela elevação dos níveis culturais, sociais e económicos. Mas também pela influência que se consegue. E a influência hoje é capacidade de ter, em momentos críticos, capacidade de ter auxílios, apoios, ou de conseguir dados negócios.
O caso da China, que entre os argumentos usados para olhar Portugal com especial atenção em termos de investimentos estavam a sua presença e peso de influência nas organizações “ocidentais”, e sobretudo a sua actual presença como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU. E, não por acaso, de modo acrescido, por ser o país que preside ao grupo de fiscalização das sanções da “comunidade internacional” à Coreia do Norte…
Do mesmo modo que os termos de troca dos bens, ou os ditos “preços internacionais de referência”, que em larga medida determinam quem é mais ou menos “rico”, são ditados pelo grau de poder, pela força militar, pela capacidade de influência… Pois em última instância os preços do café ou do cacau, ou de tantos outros bens, são formados bem longe de quem os produz… E são ditados por jogos de poder, mais do que por leis económicas “racionais”…

A Europa, o Mundo e o futuro...

Alguns artigos das últimas semanas, particularmente para o futuro, sobretudo do "ocidente"... e um particular foco na Europa...

2011-02-01

Ciência, Cultura, Tecnologia... um mês em revista...

A Lusofonia... a CPLP... o Mar...

 Este post será apenas um apontamento. Mas esta rubrica dedicada à Lusofonia e à nossa história de 500 anos, terá sempre presente a ideia do triângulo "de compensação" Brasil-África-Portugal ... e nesse sentido será sempre uma homenagem aos Professores Ernâni Rodrigues Lopes e Adriano Moreira

Devolver a casa é suficiente para saldar hipoteca?

Em Espanha devolver a casa é suficiente para saldar hipoteca - Economia - Jornal de negócios online
O príncípio, aceite pelo tribunal espanhol pode revolucionar o sistema financeiro Europeu e até, em parte, o nosso modelo de vida…
Na Europa, onde até aqui a entrega do imóvel hipotecado (garantia real) não anulava a dívida ao banco se o imóvel não tivesse valor suficiente para tal, a banca não tinha este problema. No entanto, sobretudo no Reino Unido, Espanha e Irlanda, onde os preços dos imóveis na última década subiram em flecha (com valorizações do parque imobiliário na casa dos 50, 75 ou até 100%), a aplicação deste princípio pode gerar um grande problema ao sistema bancário, ainda que possa também aliviar muitas famílias e pessoas, sobretudo os que entraram em desempego.
Em Portugal, onde o parque imobiliário, hoje, tem um valor mais ou menos idêntico ao de há 4 ou 5 anos atrás, esta questão terá menos impacto…. mas se se levantar poderá ainda ajudar algumas pessoas e famílias, mas complicar a vida das instituições financeiras…
Aliás, é de relembrar que uma das causas directas para a crise financeira mundial de 2008 foi… este princípio, que é o princípio do sistema hipotecário norte americano. O que sucedeu? Simples: após anos em contíinua alta, quando as casas começaram a baixar de preço, e num país com alto índice de mobilidade (estima-se que mais de 10% dos norte americanos mudem de Estado todos os anos, devido a mudanças de emprego ou outras razões), tornou-se compensador deixar a casa ao banco e, desse modo, libertar-se de uma dívida cujo valor era superior ao do imóvel. Ao fazê-lo em números elevados os norte-americanos geraram várias consequências:
- nova onda em baixa do preço médio dos imóveis (o mercado ficou inundado de imóveis disponíveis, que estavam agora na mão dos bancos, que não ocupam todos esses imóveis, levando assim a “rebentar a bolha”)
- falta de liquidez dos bancos, que têm agora “tijolos” mas deixam de ter entradas de “cash” mensal, tendo trocado “dinheiro por tijolos”, que é o contrário do negócio e da lógica de criação de valor dos bancos, que passam assim a ter problema de tesouraria e dificuldade na concessão de novos empréstimos (que seria o seu negócio), além de dificuldades de cumprimento de obrigações anteriores. o Lehman Brohers sucumbiu a este incumprimento – era um banco com activo superior ao passivo, mas incapaz de cumprir as suas obrigações de curto prazo…
- problemas de “solidez” e “solvabilidade” pois desaparecem do seu balanço o valor dos créditos que tinham sobre estes clientes que agora entregaram os imóveis, para passarem a ter no activo apenas… os tais imóveis que valem agora menos do que os créditos que tinham…. entrando numa nova espiral de desvalorização que atingiu em muitos Estados os 30, 40 e até 50%! Esta espiral arrasou com os balanços de alguns bancos que estavam expostos ao sector imobiliário norte americano em demasia… Esta UMA DAS causas da ruptura financeira de parte do sistema…

Isto liga-se, claro está, ao ressurgimento dos alugueres, mesmo entre nós...
Procura de casas para arrendar está em máximos de 15 anos

A seguir atentamente…

2011-01-27

Nós por cá… gente pequena???

Empresas públicas contratam mais em época de eleições - Portugal - DN

Cavaco parece ser um homem capaz de gerar empatia com uma boa parte dos Portugueses, por ser um “homem do povo”, sem sofisticação aparente… O facto de ser pouco culto ou de ser muito “terra a terra”, acaba por ser uma vantagem eleitoral clara!
Mas, na campanha eleitoral, não esteve sozinho… nos momentos baixos…
Manuel Alegre, com um discurso desfazado do tempo, com o “nós ou eles” (o momento não é para dividir o país, muito menos para falar em em “combate de morte” para mais… “pela democracia”!!!!!)
Fernando Nobre, aqui e ali, com demagogia que não precisava.
Defensor Moura, que nem felicitar o vencedor foi capaz….
E os discursos de Cavaco… tristes, pobres e lamentáveis. Tal como muitas das suas explicações para algums ligações “perigosas” que terá mantido e que lhe terão, para mais, sido proveitosas…
E a primeira grande falha num dia eleitoral, desde a Revolução?? Num processo que só contríbuiu para uma abstenção enorme, mas que ninguém sabe qual é…
E a “fome de poder” de Portas, pouco importado sobre os custos que esse apetite público e voraz pode ter nos mercados e, logo, nos bolsos de todos os portugueses?
E a felicidade dos governantes porque conseguimos financiar-nos a 7% (para um país que cresce entre –1 e + 1%… significa que ficaremos 7% mais pobres!!) ou porque este ano – mesmo com todos os PECs – a despesa cresceu menos?!? (sim, não baixou, apenas cresceu menos!). O que ninguém diz: desde 1985 que a despesa pública portuguesa nunca desceu, em nenhum ano!! Somos o único, repete-se, o ÚNICO país da UE com tal registo! É óbvio que um dia… 
Três décadas de boycracia. Em Portugal nunca faltaram jobs (I online)
Governo: Não há razões para demitir gestores públicos | Económico
Será este o país que merecemos, em que é difícil dizer se a crise de valores, de referências, de espíritos, de liderança, é ainda maior que a crise financeira e económica…. ?

2011-01-23

contornos...

ERC aprova venda da Rádio Europa Lisboa a Rangel- Media - Jornal de negócios online se a esta notícia somarmos a de que Rangel e Rui Pedro Soares, agora associados, se preparam para comprar os direitos TB do Benfica por 30 milhões de euros, quase 4 vezes mais do que a Sport TV paga.... somos levados a pensar que num país meio em bancarrota e em que o consumo cai... isto tem contornos estranhos...