2009-06-30

Portugal recomendado a Obama

Ainda há boas notícias... Ou pelo menos, há visões bem positivas do caminho que temos trilhado... Mesmo na área da Educação... Onde também há outros bons exemplos e elogios...

Esta notícia junta-se a outras, em que a nossa política de despenalização do consumo de drogas foi igualmente recomendada a Barack Obama (veja
artigo no Finantial Times, e a apresentação no Cato Institute...)

Jardim Gonçalves nega conhecimento de off shores..

Antes de ler esta notícia, prepare o estômago...

A celeridade da resolução do caso de Madoff , a maior fraude da história mundial (não venham, portanto, invocar que temos casos "complexos"...) deveria mostrar o caminho à justiça Portuguesa.

A pena exemplar e o comportamento do próprio Madoff - admitindo responsabilidades, também o deveria ser...

Porto

A 22 de Maio escrevíamos, no post Ética e Política que em virtude da forma como lançou candidatura, Elisa Ferreira seria copiosamente derrotada...
Mês e meio depois... As sondagens mostram uma derrota... copiosa... Claro que uma sondagem deve sempre ser vista apenas como isso - uma sondagem - e estamos ainda longe das eleições, e quase seguramente a derrota do PS não será tão dramática como a que estas sondagens indicam, mas será com certeza por larga margem... Veja aqui todos os detalhes

O que não se percebe: o PS desejava perder o Porto copiosamente ou o PS não compreende as populações, sobretudo uma tão "linear" como a da cidade do Porto (mas ver-se-á que em Sintra não será muito diferente...)?

2009-06-29

SEDES

O IV CONGRESSO da SEDES irá realizar-se a 3 de Julho subordinado ao tema “A Qualidade da Democracia no Pós-Crise“.

Poderá ser uma bela ocasião de debate. Visite também o blog da SEDES ...

2009-06-25

Chineses por cá...

Haja boas notícias: vêm 200 empresários Chineses a Portugal...

Acusações e Ética Política

Acusações como a realizada por Manuela Ferreira Leite de que o Primeiro Ministro está a mentir, em mais um negócio envolvendo as grandes corporações nacionais, não ajudam nada à restituição da confiança dos Portugueses no Estado Democrático, antes aumentado as suspeitas generalizadas sobre as "negociatas" e sobre a conduta da classe dirigente e das ligações entre poder económico e poder político...

Isto sem prejuízo que acusações façam sentido do ponto de vista partidário de curto prazo, e se possa dizer que aparentam ser fundamentadas, considerando as regras de funcionamento do mercado de valores e das "golden share"...

Jardim Gonçalves e ex-Gestores BCP acusados...

Pela primeira vez em Portugal... gestores do sector bancários acusados pela Ministério Público.

Esta acusação do MP confirma que havia fogo por detrás do fumo... Ela aponta para a confirmação de toda a trama e história publicada do BCP [Leia-a aqui . Nota: não subcrevemos alguns modos e alguma da linguagem usados no post aqui "hiperligado /linkado" que, além disso, contém algumas imprecisões, mas foi o melhor descritivo de toda a história do BCP que encontramos...]...

Curiosidade, ou talvez não, eram estes os gestores ligados à defesa da moral cristã, à promoção de valores cristãos e que se
dedicavam "à Obra" de Deus... ? Caminhos estranhos... os da moral. Aliás, parte do processo que gerou a mudança radical no BCP terá tido origem em desavenças ligadas com a questão da Opus Dei que controlava o BCP e, tal como admitido pelo próprio líder da opus Dei em Portugal, e cujos valores conservadores ditavam muitos dos comportamentos e das regras de gestão dos seus recursos humanos e da ligação aos clientes (como o mostraram o total de 16 funcionárias em mais de 2000 colaboradores; ou da censura face a divórcios por parte de funcionários..).

A "tomada de controle" do BCP por pessoas ligadas ao actual partido do Governo, não indicia que a situação tenha melhorado - avaliando do ponto de vista da independência dos poderes político e económico e do controle de entidades chaves da nossa economia por grupos de interesses ...

A Justiça, infelizmente, não tem dado mostras de produzir resultados. Ainda assim acreditamos que bastaria que fosse apurada a Verdade neste caso, e que a Justiça fosse feita de modo célere, para muito se fazer pelo Estado de Direito e pela Democracia Liberal em Portugal. Se o processo não produzir resultados, ou a demorar 6 anos ou mais, será mais um processo inútil, que servirá apenas o interesse dos meios de comunicação social e dos que beneficiam desse caos e desse Estado sem força e em que a Coisa Pública não é tratada com "transparência e ética".


A história da última década deste banco representa, de modo doloroso para o país, o modo como a classe dirigente tem, com o seu laxismo, ganância e despudor, colocado o Estado em causa, e minado o próprio regime democrático. Só uma actuação célere e transparente da Justiça pode restabelecer a crença dos Portugueses no seu Estado, nos seus órgãos de Governo, na sua classe dirigente e, até, no seu próprio país.

PS: e pelos vistos, JOe Berardo volta ter razão, ao exigir a devolução de prémos indevidos (27.Jun)

ACTUALIZAÇÕES sobre a questão do Irão...

Após os posts de fundo sobre a situação do Irão, deixamos algumas actualizações.

Khamenei, Supremo Líder do Irão, pede apoio para o novo Governo de Ahmadinejad, mantendo a posição que anunciou logo no início dos protestos. As manifestações vão, aliás, perdendo força, não tendo hoje superado as centenas de pessoas e, aparentemente, reina a calma nas ruas, já após as duras intervenções da polícia anti motim e da desistência de queixas por parte de Mohsen Rezai (Act.: dia 24.Jun) Aliás, até as homenagens às vítimas enfrentam dificuldades.

Tal como já se afigurava provável, o
regime iraniano não cede, e não há qualquer alteração de fundo... a curto prazo (actualização: dia 23.Jun)

É de prever que este movimento popular terá as suas consequências em momento posterior, tal como aqui se escreveu há uma semana atrás,
opinião partlhada, agora, entre as lideranças ocidentais. A crise económica - ou a capacidade de lhe colocar rapidamente um final à mesma e ao crescimento do desemprego (subiu de 10 para 12% em pouco tempo, como no resto do mundo..) e da inflação (agora próxima dos 25%) - poderá determinar se esse momento posterior será a curto ou a mais longo prazo. Aliás, após um período de crescimento intenso, até inícios de 2008, a "crise" já foi o tema central do debate eleitoral.

Eleições: 27 de Setembro ou 11 de Outubro?

BE ,CDS, CDU têm todas razões para querer eleições em dias diferentes. O PSD para as querer no mesmo dia.
PS pensa que era melhor dias diferentes. Por várias razões acreditamos que se engana. Apontaremos algumas, em breve.

Act.: a marcação para datas distintas só não agradou ao PSD. Mas mantemos que é o PS o que mais perde com esta marcação... (27.Jun)

A Partidarite: episódio 2

Este texto foi originalmente escrito em Maio, e era o contraponto a um outro, em que se explicava como o PS colocava os seus interesses acima dos do país, em alguns casos. Este post tenta mostrar como, noutros casos, são os demais partidos a usar a mesma lógica...

Os novos desenvolvimentos - a desistência de Jorge Miranda do cargo obrigam a repor este post... sem alterações pois, infelizmente para o país, como até o Presidente reconhece, a situação mantém-se... e até piorou: agora já não temos Provedor...

1. Começo por uma declaração de interesses: Jorge Miranda foi meu professor. Não foi dos professores que me tivesse marcado a nível pessoal, mas reconheço-lhe o seu papel histórico fundamental, o seu enorme conhecimento da constituição e o amor à causa das liberdades e garantias è, de modo geral, à causa pública e à cidadania.

2. O Provedor de Justiça é uma posição importante na defesa da Justiça – o sector mais carenciado de mudanças em Portugal.

3. O Provedor de Justiça é eleito por 2/3 dos deputados da Assembleia da República, que deveriam representar o país (e relembra-se que dos cidadãos, e não dos partidos, ainda que eleitos por listas, deriva a sua única legitimidade).

4. O PS propôs o professor Jorge Miranda. A CDU (PCP) e o BE reconhecem, abertamente, a qualidade e valor de Jorge Miranda para o cargo, e disseram até os seus líderes ser a pessoa mais indicada. Um bom número de deputados ilustres do PSD reconhecem o mesmo. O resto do PSD e do CDS em momento algum colocaram em causa o mérito de Jorge Miranda, e o perfil excelente para desempenhar este cargo.

5. Fica claro que, para o país, talvez pudesse haver soluções tão boas, mas não há, parece, soluções melhores. O Professor Jorge Miranda reúne consenso em termos técnicos, humanos, de experiência, de sentido de justiça, de noção de serviço público. É uma escolha com o qual todo o país pode ficar satisfeito. Seria uma óptima escolha para o cargo. É uma opinião generalizada entre a esmagadora dos deputados e de membros dos 5 principais partidos/forças políticas.

6. Jorge Miranda, num acto de grande abertura e espírito democrático, acedeu a ir a votos, sem ter garantias de ser aprovado. Acabou por desistir perante o desenrolar dos eventos e o impasse criado

7. A SUBSTÂNCIA: em função do exposto, o parlamento deveria poupar o seu tempo e os seus recursos, e eleger por unanimidade Jorge Miranda. Era um serviço ao país: elegia-se um óptimo Provedor de Justiça e não se perdia tempo nem recursos (e deixava-se Nascimento Rodrigues sair, o que já solicitou há muitos meses!).

8. Em vez disso, a liderança do PSD disse que não podia aceitar Jorge Miranda (curiosamente um fundador do PSD! E que pela sua ideologia poderemos aproximar mais do centro-direita do que centro-esquerda) porque este cargo, “tradicionalmente”, tem sido eleito por indicação do partido líder da oposição. Ou seja, contesta a FORMA e não a substância, pensando não no país, mas no acessório, gastando tempo e paciência, custando dinheiro ao país, atrasando mudanças na justiça, criando impasses, e não se dedicando a coisas mais importantes – quando o mundo atravessa a sua pior crise do últimos 75 anos (a mais séria desde o nascimento da maioria da população, portanto!)!

9. BE e PCP decidiram que esta FORMA não era boa, e portanto, que também tinham direito a apresentar candidatos. Agora, em Junho, acabam por desistir...

10. PSD, PCP e BE, como bem disse Rui Rio na altura, andam a brincar ao arremesso de candidatos, criando custos e perdas de tempo desnecessárias ao retardar uma decisão simples, que servia o país tão bem ou melhor que as soluções que propõem – no entender deles mesmos! Em nome de quê? Não se percebe bem, mas seguramente, e no dizer dos próprios, não em nome de o país – que era quem aqui interessava!!! – ter uma solução melhor. Ou seja: PSD, BE e PCP não agem em nome do interesse do país, mas em nome de quaisquer outras coisas que, independentemente do que sejam, deveriam vir SEMPRE abaixo do interesse de Portugal.