“Sou o moscardo que nunca deixará de vos acordar, de vos admoestar” Sócrates, filósofo Grego e Universal, inspiração deste blog de ÉTICA, CIDADANIA e POLÍTICA e que resumiu assim toda a Filosofia: "Só sei que nada sei"
2009-06-30
Portugal recomendado a Obama
Esta notícia junta-se a outras, em que a nossa política de despenalização do consumo de drogas foi igualmente recomendada a Barack Obama (veja artigo no Finantial Times, e a apresentação no Cato Institute...)
Jardim Gonçalves nega conhecimento de off shores..
A celeridade da resolução do caso de Madoff , a maior fraude da história mundial (não venham, portanto, invocar que temos casos "complexos"...) deveria mostrar o caminho à justiça Portuguesa.
A pena exemplar e o comportamento do próprio Madoff - admitindo responsabilidades, também o deveria ser...
Porto
Mês e meio depois... As sondagens mostram uma derrota... copiosa... Claro que uma sondagem deve sempre ser vista apenas como isso - uma sondagem - e estamos ainda longe das eleições, e quase seguramente a derrota do PS não será tão dramática como a que estas sondagens indicam, mas será com certeza por larga margem... Veja aqui todos os detalhes
O que não se percebe: o PS desejava perder o Porto copiosamente ou o PS não compreende as populações, sobretudo uma tão "linear" como a da cidade do Porto (mas ver-se-á que em Sintra não será muito diferente...)?
2009-06-29
SEDES
Poderá ser uma bela ocasião de debate. Visite também o blog da SEDES ...
2009-06-25
Acusações e Ética Política
Isto sem prejuízo que acusações façam sentido do ponto de vista partidário de curto prazo, e se possa dizer que aparentam ser fundamentadas, considerando as regras de funcionamento do mercado de valores e das "golden share"...
Jardim Gonçalves e ex-Gestores BCP acusados...
Esta acusação do MP confirma que havia fogo por detrás do fumo... Ela aponta para a confirmação de toda a trama e história publicada do BCP [Leia-a aqui . Nota: não subcrevemos alguns modos e alguma da linguagem usados no post aqui "hiperligado /linkado" que, além disso, contém algumas imprecisões, mas foi o melhor descritivo de toda a história do BCP que encontramos...]...
Curiosidade, ou talvez não, eram estes os gestores ligados à defesa da moral cristã, à promoção de valores cristãos e que se dedicavam "à Obra" de Deus... ? Caminhos estranhos... os da moral. Aliás, parte do processo que gerou a mudança radical no BCP terá tido origem em desavenças ligadas com a questão da Opus Dei que controlava o BCP e, tal como admitido pelo próprio líder da opus Dei em Portugal, e cujos valores conservadores ditavam muitos dos comportamentos e das regras de gestão dos seus recursos humanos e da ligação aos clientes (como o mostraram o total de 16 funcionárias em mais de 2000 colaboradores; ou da censura face a divórcios por parte de funcionários..).
A "tomada de controle" do BCP por pessoas ligadas ao actual partido do Governo, não indicia que a situação tenha melhorado - avaliando do ponto de vista da independência dos poderes político e económico e do controle de entidades chaves da nossa economia por grupos de interesses ...
A Justiça, infelizmente, não tem dado mostras de produzir resultados. Ainda assim acreditamos que bastaria que fosse apurada a Verdade neste caso, e que a Justiça fosse feita de modo célere, para muito se fazer pelo Estado de Direito e pela Democracia Liberal em Portugal. Se o processo não produzir resultados, ou a demorar 6 anos ou mais, será mais um processo inútil, que servirá apenas o interesse dos meios de comunicação social e dos que beneficiam desse caos e desse Estado sem força e em que a Coisa Pública não é tratada com "transparência e ética".
A história da última década deste banco representa, de modo doloroso para o país, o modo como a classe dirigente tem, com o seu laxismo, ganância e despudor, colocado o Estado em causa, e minado o próprio regime democrático. Só uma actuação célere e transparente da Justiça pode restabelecer a crença dos Portugueses no seu Estado, nos seus órgãos de Governo, na sua classe dirigente e, até, no seu próprio país.
PS: e pelos vistos, JOe Berardo volta ter razão, ao exigir a devolução de prémos indevidos (27.Jun)
ACTUALIZAÇÕES sobre a questão do Irão...
Khamenei, Supremo Líder do Irão, pede apoio para o novo Governo de Ahmadinejad, mantendo a posição que anunciou logo no início dos protestos. As manifestações vão, aliás, perdendo força, não tendo hoje superado as centenas de pessoas e, aparentemente, reina a calma nas ruas, já após as duras intervenções da polícia anti motim e da desistência de queixas por parte de Mohsen Rezai (Act.: dia 24.Jun) Aliás, até as homenagens às vítimas enfrentam dificuldades.
Tal como já se afigurava provável, o regime iraniano não cede, e não há qualquer alteração de fundo... a curto prazo (actualização: dia 23.Jun)
É de prever que este movimento popular terá as suas consequências em momento posterior, tal como aqui se escreveu há uma semana atrás, opinião partlhada, agora, entre as lideranças ocidentais. A crise económica - ou a capacidade de lhe colocar rapidamente um final à mesma e ao crescimento do desemprego (subiu de 10 para 12% em pouco tempo, como no resto do mundo..) e da inflação (agora próxima dos 25%) - poderá determinar se esse momento posterior será a curto ou a mais longo prazo. Aliás, após um período de crescimento intenso, até inícios de 2008, a "crise" já foi o tema central do debate eleitoral.
Eleições: 27 de Setembro ou 11 de Outubro?
PS pensa que era melhor dias diferentes. Por várias razões acreditamos que se engana. Apontaremos algumas, em breve.
Act.: a marcação para datas distintas só não agradou ao PSD. Mas mantemos que é o PS o que mais perde com esta marcação... (27.Jun)
A Partidarite: episódio 2
Este texto foi originalmente escrito em Maio, e era o contraponto a um outro, em que se explicava como o PS colocava os seus interesses acima dos do país, em alguns casos. Este post tenta mostrar como, noutros casos, são os demais partidos a usar a mesma lógica...
Os novos desenvolvimentos - a desistência de Jorge Miranda do cargo obrigam a repor este post... sem alterações pois, infelizmente para o país, como até o Presidente reconhece, a situação mantém-se... e até piorou: agora já não temos Provedor...
1. Começo por uma declaração de interesses: Jorge Miranda foi meu professor. Não foi dos professores que me tivesse marcado a nível pessoal, mas reconheço-lhe o seu papel histórico fundamental, o seu enorme conhecimento da constituição e o amor à causa das liberdades e garantias è, de modo geral, à causa pública e à cidadania.
2. O Provedor de Justiça é uma posição importante na defesa da Justiça – o sector mais carenciado de mudanças em Portugal.
3. O Provedor de Justiça é eleito por 2/3 dos deputados da Assembleia da República, que deveriam representar o país (e relembra-se que dos cidadãos, e não dos partidos, ainda que eleitos por listas, deriva a sua única legitimidade).
4. O PS propôs o professor Jorge Miranda. A CDU (PCP) e o BE reconhecem, abertamente, a qualidade e valor de Jorge Miranda para o cargo, e disseram até os seus líderes ser a pessoa mais indicada. Um bom número de deputados ilustres do PSD reconhecem o mesmo. O resto do PSD e do CDS em momento algum colocaram em causa o mérito de Jorge Miranda, e o perfil excelente para desempenhar este cargo.
5. Fica claro que, para o país, talvez pudesse haver soluções tão boas, mas não há, parece, soluções melhores. O Professor Jorge Miranda reúne consenso em termos técnicos, humanos, de experiência, de sentido de justiça, de noção de serviço público. É uma escolha com o qual todo o país pode ficar satisfeito. Seria uma óptima escolha para o cargo. É uma opinião generalizada entre a esmagadora dos deputados e de membros dos 5 principais partidos/forças políticas.
6. Jorge Miranda, num acto de grande abertura e espírito democrático, acedeu a ir a votos, sem ter garantias de ser aprovado. Acabou por desistir perante o desenrolar dos eventos e o impasse criado
7. A SUBSTÂNCIA: em função do exposto, o parlamento deveria poupar o seu tempo e os seus recursos, e eleger por unanimidade Jorge Miranda. Era um serviço ao país: elegia-se um óptimo Provedor de Justiça e não se perdia tempo nem recursos (e deixava-se Nascimento Rodrigues sair, o que já solicitou há muitos meses!).
8. Em vez disso, a liderança do PSD disse que não podia aceitar Jorge Miranda (curiosamente um fundador do PSD! E que pela sua ideologia poderemos aproximar mais do centro-direita do que centro-esquerda) porque este cargo, “tradicionalmente”, tem sido eleito por indicação do partido líder da oposição. Ou seja, contesta a FORMA e não a substância, pensando não no país, mas no acessório, gastando tempo e paciência, custando dinheiro ao país, atrasando mudanças na justiça, criando impasses, e não se dedicando a coisas mais importantes – quando o mundo atravessa a sua pior crise do últimos 75 anos (a mais séria desde o nascimento da maioria da população, portanto!)!
9. BE e PCP decidiram que esta FORMA não era boa, e portanto, que também tinham direito a apresentar candidatos. Agora, em Junho, acabam por desistir...
10. PSD, PCP e BE, como bem disse Rui Rio na altura, andam a brincar ao arremesso de candidatos, criando custos e perdas de tempo desnecessárias ao retardar uma decisão simples, que servia o país tão bem ou melhor que as soluções que propõem – no entender deles mesmos! Em nome de quê? Não se percebe bem, mas seguramente, e no dizer dos próprios, não em nome de o país – que era quem aqui interessava!!! – ter uma solução melhor. Ou seja: PSD, BE e PCP não agem em nome do interesse do país, mas em nome de quaisquer outras coisas que, independentemente do que sejam, deveriam vir SEMPRE abaixo do interesse de Portugal.