“Sou o moscardo que nunca deixará de vos acordar, de vos admoestar” Sócrates, filósofo Grego e Universal, inspiração deste blog de ÉTICA, CIDADANIA e POLÍTICA e que resumiu assim toda a Filosofia: "Só sei que nada sei"
2011-03-19
Aceitam-se apostas…
Vale a pena é... ler o artigo sobre 6 mentes brilhantes, Portuguesas…
2011-03-16
Estamos em condições para começar um caminho novo?
Será que vamos seguir a crise pelo facebook? No que respeita a Cavaco Silva, se calhar será esse o caso...
2009-10-12
2009-09-29
em jogo...
Mas há 4 ou 5 municípios importantes que não parece que estejam:
- Matosinhos (PS), porque Narciso vem "partir" votos, pois muitos matosinhenses têm verdadeira adoração pelo "presidente"; Guilherme Pinto tem sido um Presidente com trabalho reconhecido e é apoiado pelo PS mas falta algum carisma; Guilherme Aguiar é um candidato razoável (não "bom" porque não é reconhecido pela população do concelho como sendo "de Matosinhos";
- Oeiras (Isaltino), pois estes processos e as condenações lançam confusão no eleitorado e se a candidata do PSD, muito preparada academicamente, é mais fraca do ponto de vista de comunicação, já o candidato do PS se apresenta bem mais dotado do que anteriores
- Almada (CDU): apesar de muito improvável, não é impossível que Paulo Pedroso nos traga uma surpresa da noite
- Braga (PS): MEsquita é favorito, mas já perdeu as freguesias urbanas há 4 anos, e a proximidade de Ricardo Rio, do PSD, que há 7 anos está "no terreno", é inequívoca. Não é provável mas não é impossivel uma surpresa...
- Faro (PS): a aparição de Mac�rio Correia e o regresso de um ex-presidente "trocam" as voltas ao PS que, provavelmente, perderá a Camara.
- Setúbal: imprevisível?
São, como se vê, concelhos importantes, pela população e por poderem mudar destino das Áreas Metropolitanas.
Ou seja: o PS, se contar votos a nivel nacional, poderá ganhar (duvido... mas é possível, mas dadas coligações é impossível fazer esta contagem!), mas em termos reais, se o numero de câmaras se mantiver mais ou menos estabilizado, serão os Municipios importantes a "medir" o pulso do país autárquico... E dos maiores, estes são os que estão em jogo, e quase todo são PS e PS pode perdê-los, ou não...
2009-09-28
The Day After...
2009-09-25
Previsões finais... d`O Moscardo
- BE não será o terceiro maior grupo parlamentar, tendo na melhor hipótese mesmo número de mandatos de CDU e/ou CDS
- CDS+PSD entre 38 e 44%, provavelmente entre 41 e 42%, sem maioria de deputados
- PS + BE não chegam a 50% (talvez rondem os 44% a 49%) e muito provavelmente não chegando aos 116 deputados
- PS + CDS não chegam aos 116 deputados, provavelmente [o que significa que PS fica "refém" de PSD ou da esquerda para aprovar diplomas]
- PS sem número de deputados necessários para poder assegurar 116 votos com "qualquer um" dos pequenos (ou seja, das três combinações, PS+CDS-PP , PS+CDU e PS+BE, no máximo apenas uma ou duas serão capazes de permitir 115, mas provavelmente nenhuma delas)
- PS+BE ou PS+CDU e PS+CDS sem mais deputados do que PSD+CDS+CDU ou BE, ou seja: mesmo que PS mais um dos três "piquenos" tenha 116, não lhe basta que esse pequeno se abstenha em dado diploma... ou moção de censura, ou orçamento... [não se realizando esta condição, como prevejo, significa que a um governo PS nao bastaria, por exemplo perante uma moção de censura, ter a abstenção de um pequeno partido, mas sim o seu voto a favor, ou a abstençaõ de dois partidos!]
- PS menor que PSD + CDS-PP - ou seja, se PSD e CDS votarem contra uma lei ou orçamente, ou se propuserem moção de censura ao PS não bastará a abstenção de BE e CDU, precisarão de votos "a favor" desses partidos...
Algumas destas previsões, baseadas em mera análise política, em intuição e em alguma matemática eleitoral e análise histórica, contrariam alguns dados das sondagens, e da sondagem do próprio blog O Socratico que, chegados agora a 239 "votantes", com correcção de nulos, brancos e votos em "piquenos" partidos (remetendo-os a 5,4% contra os mais de 12,5% que apresentam) e com distribuição de indecisos, apresenta os seguintes resultados:
- PS - 38,24
- PSD - 30,88
- BE - 9,31
- CDU - 8,33
- CDS-PP - 7,84
Tudo em aberto, portanto...
2009-09-24
Mais ... últimas... sondagens
CESOP-UCP (RTP/Antena 1) e Intercampus (TVI IOL, Público) indicam resultados muito próximos (aqui indicados já com distribuição de indecisos):
- PS 38% contra 30% do PSD.
- Bloco de Esquerda em terceiro (11 e 9%, respectivamente);
- CDS-PP e CDU "empatados", com vantagem CDS-PP na sondagem da Católica (8% contra 7%), com vantagem da CDU sobre CDS-PP na Intercampus (8,4% contra 7,7%).
As notas mais importantes:
- clara subida do PS, sobretudo à custa dos indecisos e do BE, como antecipado pelo Moscardo, há quase duas semanas (ver posts com referências aos "papões") - e não graças ao PSD, que se mantém e até aumenta, em algumas das sondagens
- ainda muitos são os indecisos, que dão como resposta NS/NR, mas mesmo assim são menos do que há uns dias, tal como baixam dados dos brancos e nulos
Mas, sobretudo, as sondagens manifestam preferências e simpatias... As eleições reflectirão decisões e acções, implicam que a essa motivação leva pessoa até ao local de voto, e não apenas simpatias (em que questão vem até à pessoa)... Como dizem, sondagens não ganham eleições...
Faltam Aximagem e Eurosondagem (se repetirem amostra em torno das 2000 pessoas, deverão ser a mais próxima dos resultados finais...)
PS: saiu entretanto Aximagem, com PS nos 36,6% (vitória, mas menor votação), PSD nos 27,5%, BE: 9,2% (menor, mas mantendo 3º lugar) , CDS-PP: 8,1%, CDU: 8%. De notar, porém, que resultados da Aximagem parecem ser apresentados sem distriubição de indecisos pois a soma destes partidos se fica pelos 89%, contra os 95% das demais sondagens. Considerando que os restantes 5% são brancos e nulos e partidos menores, teríamos, para poder comparar:
- PS: 38,85% (superando ainda as estimativas anteriores, de novo na casa 38%)
- PSD: 29,19% (de novo na casa dos 29 a 30%)
- BE: 9,77% (de novo como terceira força, em redor dos 10%, mas perdendo face momento anterior)
- CDS-PP: 8,60% (superando, aqui, a CDU... E ficando já muito próximo do BE)
- CDU: 8,49% (será que ficarão realmente como 5ª força)
E, já agora, para quem quiser apostar e palpitar: http://www.trocasdeopiniao.eu/
As campanhas... previsíveis...
- PS: o "papão" de ter uma "primeira ministro retrógrada" (para os "moderados", indecisos entre abstenção, nulo, branco, PSD, MEP, MMS ou... PS), somando ao perigo de ser "de direita", o que justifica "voto útil" (para os que para além as opções abstenção ou branco/nulo, ponderassem PS ou BE ou CDU... incluindo todos os milhares de Alegristas/ala esquerda do PS e dissidentes de partidos de esquerda), e usando ainda a questão da "governabilidade" para reforçar pedido de algo como "vantagem confortável"
- PSD: papão "BE ou esquerdas ainda piores no governo", e perigo de "governamentalização do Estado" se tivermos mais PS (para os "moderados" citados acima), e "voto útil" para os que, estando no centro-direita, poderiam ponderar votar CDS ou até MEP e MMS, os novos partidos do centro e centro direita...
- CDS-PP: votar "útil" à direita é votar CDS, para dar força a um governo PSD/CDS-PP, que obrigue PSD a deixar de ser hesitante e seguir em frente em matérias como segurança, agricultura, idosos, ex-combatentes, baixa de impostos e de custos de contratação (liberalização económica, genericamente), não esquecendo os valores e as IPSS, e outros temas apelativos a nichos muito bem identificados por aquela que parece ser, juntamente com a do BE, a campanha com melhor estratégia com vista aos fins a que se propõe (claramente são duas forças que optaram por alguns nichos, e focam em pontos chave, compreendendo que têm também oportunidade de captar votos fora desses nichos, tal o descontentamento com esta ou aquela área de governação, e a sensação de "déja vu" que PS e até PSD trazem...)
- BE: o "papão" do PS sozinho gerar mais do mesmo, com tendências "direitistas" e que, portanto, a necessidade de reforçar BE para serem a força responsável por empurrar o PS, obrigando-o a mais políticas sociais (com base no Estado), maior controle de negócios "obscuros" e menos "negociatas", e não deixando o PS hesitar em termos de políticas de "costumes" (ainda que sendo "tolerantes" em termos de ter consciência que não estamos em época de nacionalizações, gratuitidade imediata do ensino e da saúde, e muito menos de sair da UE e... da NATO...)
- CDU: os mesmos "papões" do BE, mas com ênfase menos "urbano" e menor "peso" da questão dos costumes, antes apostando nos políticos "genuínos" e verdadeiramente "trabalhadores"... E em ser um partido construtivo...
2009-09-22
Perdendo...
A previsão do Moscardo é outra: o o líder do partido perdedor destas eleições (para PS e PSD não ser chamado a formar governo é perder) não se aguentará muito tempo na liderança (mesmo que não se demita), pois dentro do PS e do PSD há muito se movem os potenciais sucessores... E aguardam a sua oportunidade, sabendo para mais que o Governo a sair destas eleições não deverá ter as condições para durar uma legislatura, estando todo o "teatro" montado para novas eleições em 2011... Ou seja: mesmo a liderança da oposição não deverá ser uma "travessia do deserto" e haverá, por isso, candidatos disponíveis...
2009-09-21
Concentrar ou "Des-centrar"? Eis a questão...
Para o PSD ganhar votos só pode atacar o CDS para ganhar à direita (algo que Marcelo parece ter sido o primeiro a compreender) ou ganhar moderados ao centro, acenando com o "papão: BE no governo" (como Paulo Rangel compreendeu, mostrando de novo o seu potencial), com a falta de "humanização" e com a "Governamentalização do Estado" .
Quanto ao PS, só pode ganhar votos à esquerda e junto dos moderados assustando esse "povo" com o "papão: primeira ministro retrógrada".
O PSD, para combater o "papão" do PS, e não perder votos ao centro, só pode mostrar-se como partido moderno, dinâmico, progressista, unido e aberto em questões como a imigração. Nada ganha com esta história da asfixia democrática (os potenciais indecisos que podem votar PSD não estão com dúvidas baseadas em questões de regime, algo descabidas nesta altura). O PSD deverá ainda ser moderado no ataque ao CDS mas mostrar que votar Portas é arriscar ter um governo de esquerda.
O PS, para combater o "papão" do PSD (para não perder votos moderados) e para ganhar o voto dos que estão entre BE e PS, terá de vincando a sua forte dimensão social mas, ainda mais, ser contra extremismos ou radicalismos - nacionalizações e outros, atacando o BE frontalmente, ... E deverá ainda mostrar uma face humana, respeito pelas minorias e abertura e união interna.
Já o BE, a CDU e o CDS-PP só ganham em dizer que precisam de muitos votos para poder "empurrar e pressionar" o próximo governo para as políticas que defendem, e fazem bem em nunca lembrar a potenciais votantes que o facto de dispersarem votos (à esquerda, no caso BE e CDU, ou à direita, no caso do CDS-PP) aumenta as hipóteses de governo ser mais "do outro lado"... Ou seja: BE, CDU e CDS-PP sabem que, ao crescerem em votos, aumentam as hipóteses de o próximo governo lhes ser mais distante... curioso paradoxo!
Juntamente com BE, CDU, CDS-PP, também os demais partidos deveriam tentar captar votos entre indecisos entre votar e não votar, afinal o grupo mais numeroso...
Pois bem... veja quem compreende ou não estas dinâmicas eleitorais, as mais importantes em termos de resultados eleitorais finais: aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, ou aqui.
2009-09-20
Não Tratado...
"São as obras para o metro", disse-me.
"Metro?" perguntei, "...mas vocês já têm um!"
"Não, temos apenas comboios urbanos..."
"Mas não têm cruzamentos (ou vão por túneis, ou por viadutos ou ao lado dos carros mas com desníveis de vários metros) e fazem o mesmo, além de nunca estarem cheios e funcionarem perfeitamente. Vocês nem têm engarrafamentos. Não precisam de metro!", disse o incauto Tuga (eu).
A resposta, que nunca esquecerei, marca ... um estado civilizacional, naquele que considero o mais avançado país dos quantos conheço (nota: nunca estive no Canadá ou na Nova Zelândia, mas conheço bem todos os países Europeus e os Estados Unidos):
"Não precisamos hoje, mas talvez precisemos daqui a 20 anos!"...
É um dos muitos episódios que marco dos meus contactos nórdicos...
Vem isto a propósito da nossa campanha eleitoral. Ela faz lembrar o futebol do nosso campeonato nacional: equipas aguerridas, lutadoras, jogos com muitas controvérsias e picardias, mas sem que se veja uma ideia de fundo, clubes construídos em nome de uma estratégia e de um projecto de futuro - e que não se limitem ao imediato e às dívidas acumuladas e à sobrevivência, equipas que procurem de facto ganhar o jogo - em vez de apenas não o perder... Ainda que com debates vivos, e até interessantes, há diversas áreas que nunca foram tocadas nesta campanha... Talvez futebol e política reflictam, afinal, quem somos...
Para começar, a dimensão internacional. Nem sequer a dimensão Europeia - nem do Tratado de lisboa se falou!! Para um país com o grau de abertura da nossa economia, de tal modo dependente e interdependente do resto do mundo, com a nossa história e tão envolvido no processo Europeu, e com o seu futuro tão ligado a essa dimensão, não se compreende. Não falar de Europa, de África, de Relações com o Brasil (para mais nesta altura, em que o Brasil se posiciona como uma nação chave no mundo, como nos ensina, sempre sabiamente, o Professor Adriano Moreira.
Outra área nunca falada, para além do nosso posicionamento no mundo: a Defesa. Esta função primeira do Estado, para quem não se recorde... E Defesa não são só assuntos militares... Está intimamente ligada a políticas como a da preservação da língua, defesa do património e legado histórico, presença nos centros de decisão internacional, diplomacia económica, políticas e presenças em redes de investigação e de partilha de conhecimento, o factor produtivo crucial para o desenvolvimento do país... Porque estar na NATO assegura mais do que mandar homens e meios para a Bósnia ou o Afeganistão: é a imagem do país e o direito a sentar-se em determinadas mesas, onde o nosso destino se vai decidindo...
Depois, no campo interno... a Justiça. Quase não se tem falado. Porém este é o sector mais crucial, a curto e médio prazo para o país:
1. em termos políticos e de Estado, porque o seu não funcionamento põe em causa a credibilidade das instituições e do próprio sistema democrático. Nenhuma sociedade democrática se manterá, a prazo, se não houver confiança nas instituições que lhe dão corpo...
2. em termos económicos: ninguém faz de taxista se não souber que lhe vão pagar no fim da "corrida". Não se pode estar no mercado sem saber se nos pagam e sabendo que a Justiça não dará resposta e, portanto, sem meios legais de obter pagamento. É a confiança, de novo, o elemento essencial da actividade económica. Se a justiça não actua, premeiam-se os free riders, os que não cumprem, e condena-se a economia. Não por acaso consultoras internacionais, todas elas, ao falarem da tractividade de Portugal para o investimento, colocam a incapacidade de resposta da justiça como o primeiro - e em muitos casos quase único - grande entrave!A reforma da Adminsitração Pública. Nem o PS fala dos progressos conseguidos e da diminuição sem precedentes no número de efectivos - como prometera em 2005, nem a oposição fala da contestação, da insatisfação no interior da mesma, nem da "partidarização" da Administração visível a olho nu?
Mas tmbém a Saúde pouco tem sido falada. Nem a oposição capitaliza o descontentamento, o aumento dos preços e das novas taxas, da importação de médicos, nem o PS vem defender a subida do nível do sistema, da diminuição drásticas dos tempos de espera, da melhoria que os utentes efectivos do serviço, em geral, dizem sentir... ? Estranho silêncio...
Ora... e porque será que destes temas (quase) não se fala? Será que estão todos de acordo? Ou será que pelo menos PS e PSD estão de acordo? Ou será que é porque não produzem os maravilhosos 7 segundos para abrir noticiários? Ou será que são temas demasiado sérios? Ou que exigem demasiada ponderação? Ou porque não interessam aos meios de comunicação social, sobretudo às televisões, como diz o Abrupto Pacheco Pereira? Mistérios... que em nada beneficiam o país, que só ganhava em que todas estas questões fossem debatidas!
ACT: há artigos interessantes sobre as mudanças que ocorrem no país, sendo tratado, por todos os partidos, como se tudo estivesse na mesma (neste caso, como se desemprego fosse todo igual...), aqui
Regresso ao Passado
E por falar em papões... aqui, aqui, aqui ou aqui (Soares a ajudar o BE... ao não dramatizar...).
2009-09-18
Previsão: Papão contra Papão
Tal vitória deverá ser explicada, face a sondagens de "empates técnicos" a 3 semanas das eleições, pela sua captação de votos, sobretudo ao BE e aos indecisos, nos dias anteriores a dia 27, junto de eleitores "receosos" de que MFL seja a próxima líder do governo e para ele transporte a sua "visão conservadora"... Nesse sentido, e se esta análise política (não confundir com leitura de sondagens com recolhas realizadas a 3 ou a 2 semanas das eleições, que indicam algo diferente do previsto pelo Moscardo, como dito acima), for correcta, todas as sondagens que mostrem um PS próximo de uma vitória tranquila, é negativa para o PS e positiva para o PSD, pois "elimina" o "papão" para esses eleitores e afasta-os da urna e/ou de colocarem uma cruz no no boletim ...
Aguardo pelas outras sondagens deste fim de semana, para verificar se já captam esta "migração" de BE e indecisos para PS ou se ainda não (a previsão do Moscardo é a de que tal transferência se verifique muito na última semana, se esses eleitores tiverem noção de que MFL pode mesmo ser a próxima Primeira Ministro e, nesse sentido, é natural que as sondagens recolhidas dias 11 a 16 não reflictam tal realidade).
Se o PS, se quiser "dramatizar", tem de enfatizar que para o PSD ser o partido com mais deputados (ou seja, vencer as eleições em que elegemos... os Parlamentares!), pode não implicar ser o PSD o partido com mais votos, ao contrário do que diz... MFL! O PS terá de convencer estes eleitores de centro-esquerda e de esquerda que é, por isso, muito real "o perigo" de MFL chegar ao poder, mesmo que sondagens digam o contrário...
Já MFL e o PSD terão de convencer os eleitores do centro de que há um outro "papão": o de o BE de Louçã chegar ao governo... Ou seja, a previsão do moscardo é que teremos eleições competitivas, e a decidirem-se com base em "papões" :-)
Genericamente, numa eleição "bicho papão contra bicho papão", penso que se a votação baseado em "receios" ocorrer, a previsão do Moscardo é a de que o BE NÃO será a terceira maior força parlamentar após 27 de Setembro.
Esta visão reflecte uma leitura em que PS+BE deverão rondar valores nunca inferiores a 42%, e dificilmente superiores a 48% (ou seja, estarão numa hipótese "maximal", colados a esta sondagem da UCP-CESOP, e que lhes dá 50%!).
Estes valores serão superiores aos de PSD+CDS em cerca de 2 a 8%, pois estes deverão fixar-se entre 38 e 44%, máximo 46%. Notar: se PSD e CDS concorressem em conjunto, 42 a 43% seriam suficientes para ter maioria absoluta. Separadamente, é quase impossível que 44% permitam atingir esse patamar. Já PS+BE precisariam de 44 a 45% para ser maioria absoluta, em caso de coligação pré-eleitoral, mas é natural que, concorrendo separados, nem com uma soma de 46 ou até 47% dos votos cheguem a maioria de deputados...
Por fim, PS+BE+CDU dificilmente atingirão os 60%, antes se fixando em patamares entre 50% e 58%, mas dificilmente abaixo dos 52% ou acima dos 56%... De qualquer modo, quase seguramente acima dos 115 deputados...
A previsão do Moscardo é, pois, a de que o cenário mais provável é o de dia 28 de Setembro não haver uma solução governativa óbvia... Poderá ser período muito interessante do ponto de vista político, mas não necessariamente do ponto de vista do bem do país...
Gatos ganham ao Benfica
Creio, e não o digo por piada, que os contributo dos Gato para a democracia, para o debate e para alguma quebra da abstenção, não pode ser desvalorizada (e, nesse sentido, combatem a descredibilização da classe política, dando-lhe maior dimensão humana). Parabéns e... Obrigado!
Nova previsão do Moscardo: auto-comentário :-) (Papão vs. Papão)
Aguardando pela ficha técnica completa, que penso será colocada pelo Pedro Magalhães no Margens de Erro, e outros comentários, que podem trazer mais informação e explicações, ficamos por ora com as "visões" da dita sondagem na RTP/RDP, no JN, no Público e no i.
Aparentemente, esta sondagem capta apenas uma parte das previsões do Moscardo: há uma transferência para o PS, sobretudo de votos dos indecisos MAS de modo nenhum do BE, que pelo contrário sobe...
Confesso que não tenho ainda uma leitura para esta subida do PS com uma transferência de tantos indecisos para o PS a duas semanas das eleições (respostas foram obtidas entre dia 11 e dia 14)... Reacções ao debate? Parece pouco...
Esperemos mais informações do Pedro Magalhães, bem assim como as outras sondagens...
Num outro post, deixamos as razões para as previsões do Moscardo...
Nova previsão do Moscardo
Este "papão" só pode funcionar a favor do PS, porque é MFL a actual líder do PSD. Com um outro líder a quem fosse mais difícil colar uma imagem tão conservadora, o PS teria bem mais problemas. Curiosamente, a entrevista dos Gato Fedorento não ajudou o PS: MFL surgiu muito mais jovial do que era expectável...
Mas as sondagens a publicar são anteriores a tal programa...
Vamos ver se o Moscardo acerta novamente...
2009-09-16
O Moscardo acerta na sua 1ª previsão
O Moscardo, pelo contrário, previu que a audiência dos Gato iria ser crescente, pelo valor e popularidade dos Gato, pela originalidade da abordagem em Portugal (entrevistas "malandras" com os líderes políticos) e pela qualidade do primeiro programa.
Os números dão razão ao Moscardo, que acerta assim na sua previsão... Após os 1,35 milhões de espectadores do 1º programa, ontem foram quase 2 milhões os espectadores: MFL bateu JS por 600.000 espectadores, mesmo havendo futebol em canal aberto(!), numa entrevista em que Manuela Ferreira Leite superou expectativas, mostrou ser "uma senhora" divertida e na qual não se desmanchou a rir, como temia...
ACT. 17.Set: a confirmação do vencedor destas eleições, a SIC, (que sobe audiências e inova em formatos em Portugal, enquanto a TVI entrou em convulsão interna, a RTP fica com a imagem de televisão do Governo...), prevista pelo Moscardo há uns dias, surge após o programa com Paulo Portas ter mantido os níveis de audiência próximos dos 2 milhões, número bem superior aos votantes de... qualquer partido! Os Gato ganhariam as eleições :-)
2009-09-14
As eleições no Público e no i...
Um artigo do Público indica quais os objectivos de cada partido no início desta campanha que, segundo o jornal, está empatada mesmo após o debate entre ambos os líderes dos maiores partidos (ver comentários do director do i, de uma "família PSD" e de uma "Família PS" ), e promete ser "uma das mais quentes de sempre" (dado o sex-appeal dos concorrentes, supõe-se...). O Público ainda um outro artigo sobre os partidos que, por ora, não estão na AR e tem o seu 1º deputado como objectivo...
A proposta de Daniel Bessa, e de algum modo da COTEC, é clara: apoiar PME e beneficiar fiscalmente quem exporta. Mira Amaral, ex-ministro de Cavaco, vai na mesma direcção: empresas e exportação. mas vai mais longe: vai votar em branco, acusando PS e PSD de incapacidade perante a crise e de falta de seriedade, ao não olharem para um deficit de 6% e uma dívida pública na casa dos 100%, continuando a prometer subsídios e apoios.. Acusa também o próprio Presidente de falta de visão... Aguardam-se reacções dos partidos (mas infelizmente o debate sobre modelos de desenvolvimento não tem sido o forte dos diferentes partidos...).
Sobre o país real, o i mostra como a "geração Erasmus" vê o país e a sua própria situação... de casa dos pais... Algo em que vale a pena reflectir: o grau de autonomia dos estudantes universitários e dos adolescentes que saem de casa dos pais aos 17, 18 anos, nos países do norte da Europa, são uma das principais razões para o seu sucesso, pois estimula fortemente a auto-responsabilização, a capacidade empreendedora, os hábitos de trabalho e disciplina, e os níveis de civismo... Esta saída é estimulada pelos próprios pais, e é possível graças um mercado de trabalho temporário muito flexível, a bolsas e, hoje, sobretudo graças a empréstimos... Não seria tempo de pensar num modelo semelhante, em massa, entre nós?...
Os ecos internacionais da campanha que agora se inicia não são os melhores... Nem de Angola, nem de Espanha (países com uma enorme importância histórica e presente - sobretudo na vertente económica e societal, dado números de i/emigrantes).
Por fim:
Em Lisboa: verbas do Casino, que só Santana queria, servem para pagar obras nos miradouros (realizadas pela Câmara PS), que re-abrem antes do final do mês, ou seja, duas semanas antes de eleições :-)
Em Gaia: Almeida Santos elogia Menezes, e gera polémica...
Em Oeiras: Isaltino afirma que quer "dar lição" aos partidos... sobretudo em termos de democracia interna...
Por fim, o destaque para um dos rostos mais marcantes desta campanha, a Ministra da Educação...
Há municípios, como Oeiras, Braga, Faro, Matosinhos, e outros de entre os maiores do país, que são competitivos (vencedor é incerto): Alguém tem sondagens?
2009-09-13
Bussola Eleitoral: Use antes de votar... (act)
Desenvolvido pelo ICS (Instituto de Ciência Sociais em parceria com uma reconhecida entidade Holandesa nesta área), a BUSSOLA ELEITORAL é um teste onde qualquer cidadão pode tentar compreender melhor o seu próprio posicionamento político em PORTUGAL.
Os resultados são bastante interessantes e podem divergir, de modos até surpreendentes, dos de outros testes - nomeadamente o Political Compass (que aborda apenas a orientação política, e que é o mais antigo destes "testes de orientação política) e o EU Profiler (que incluí já a proximidade aos Partidos Portugueses e até Europeus), já mencionados em artigo anterior. A explicação para diferentes resultados é a diversa estruturação das questões, mais centradas na forma como são colocadas, hoje, no debate político Português.
Após 28 questões de escolha múltipla (face a cada afirmação podemos optar entre 5 opções, do "concordo totalmente" ao "discordo totalmente"), seguem-se 2 questões "extra", uma sobre a afinidade com os partidos/coligações nacionais (incluí todos, mesmo os que não têm por ora presença parlamentar) e "empatia" com os líderes dos mesmos.
Imediatamente a seguir surgem duas classificações:
1. uma referente à proximidade face a cada um dos partidos, que se faz a partir de dois eixos:
- Esquerda vs. Direita
- Libertário/Cosmopolita vs. Tradicional/Nacionalista
2. Uma outra classificação referente ao grau de concordância com cada um dos partidos, em %.
PS: entretanto continuam a sair as sondagens, que indicam forte proximidade entre PS e PSD, e entre BE, CDU e CDS-PP. Hoje foi divulgada uma sondagem da Universidade Católica para Dn, Jn e RTP (mas recomendamos a leitura da ficha técnica completa, no Margens de Erro)